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Conselho de assistentes sociais fica nas mãos do Governo
Domingo, 18/05/2014

O novo texto de consulta vai sugerir que o conselho que irá acreditar os assistentes sociais seja composto por um presidente dos quadros do Governo, e por quatro profissionais do sector público e outros quatro do privado. Deste modo, não é atendida a vontade dos profissionais de terem um conselho autónomo, embora o Governo deixe a porta aberta a que a liderança passe para as mãos de profissionais de organizações não governamentais daqui a uns anos.

 

Em declarações ao programa Paralelo 22, da Rádio Macau, o chefe do departamento de Estudos e Planeamento do Instituto de Acção Social (IAS), Zhang Hong xi, explica que o presidente do conselho vai ser nomeado pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, mas que o Governo, que vai ficar na liderança “nos primeiros anos”, “não fecha a porta” ao “sector privado”.

 

Ainda assim, não satisfaz a associação dos Assistentes Sociais de Macau. O presidente Andrew Ng diz que os profissionais procuravam autonomia. “Em relação à composição do conselho de credenciação, nós desejámos que mais de 50 por cento dos membros do conselho fossem assistentes sociais, mas o texto de consulta não menciona isso”, apontou, em declarações para a reportagem desta semana do programa Paralelo 22, que foi hoje para o ar ao meio-dia e que repete terça-feira às 10h30.

 

De acordo com dados do IAS, até 2017 serão precisos mais 100 assistentes sociais apenas para o sector privado. Zhang Hong Xi diz não haver ainda estudos sobre a procura por parte do Governo, que absorvia 30 por cento dos 711 assistentes sociais que existiam em Macau, até Junho do ano passado, data em que foram recolhidos os últimos dados.