Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

Raymond Tam: Mais uma testemunha poderá ser investigada
Sexta, 16/05/2014

Lei Chi Hong, antigo chefe funcional da área dos cemitérios do Instituto para os Assuntos Cívicos Minicipais (IACM), pode vir a ser investigado pelo Ministério Público (MP).

 

Na sessão de hoje do julgamento de Raymond Tam, antigo presidente do IACM, e outros três funcionários do organismo, acusados de prevaricação, o procurador-adjunto do MP pediu que fosse extraída uma certidão das declarações de Lei Chi Hong para serem enviadas para investigação. Em causa estão as divergências de declarações prestadas agora em tribunal e as anteriormente feitas no Ministério Público. A defesa subcreveu o pedido do MP, mas também sublinhou que a testemunha, ainda no MP, fez um segundo depoimento que contradizia o primeiro.  

 

Quando começou a inquirição da testemunha, o advogado Álvaro Rodrigues começou por dizer que “não se sabe onde se faltou à verdade, mas há divergências”, sublinhando que Lei Chi Hong prestou duas vezes declarações no Ministério Público e que nesse segundo depoimento a testemunha contradisse o que tinha afirmado antes. O advogado considera que este segundo testemunho não está agora a ser tido em conta pelo procurador-adjunto.

 

A defesa de Raymond Tam perguntou mesmo à testemunha se, na altura, não foi confrontada com estas divergências, tendo Lei Chi Hong respondido que não.

 

À defesa, a testemunha confirmou ainda ter feito, em 2004 e em 2009, uma informação em que dava já conta da falta dos documentos das dez campas.

 

Sobre o disco com informação que Lei Chi Hong digitalizou, a assistente do processo Paulina Alves dos Santos insistiu nas razões de uma entrega tardia pelo IACM ao Ministério Público, para reforçar a tese de que os superiores quiseram atrasar a entrega de documentos e de que houve alterações na informação. Lei Chi Hong diz não saber se houve um atraso e que a informação que entregou era a que tinha. Mais tarde, e já quando ouvido pela defesa, Lei Chi Hong analisou o percurso do CD dentro do IACM, não tendo verificado qualquer problema.

 

À assistente deste processo e também à defesa, Lei Chi Hong repetiu ainda por várias vezes não ter participado na procura dos documentos porque ninguém lhe pediu para o fazer.

 

Para a próxima segunda-feira está marcada nova audiência.