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Casinos obrigados a pôr fim a ilegalidades com Union Pay
Quarta, 14/05/2014

Os casinos de Macau vão ter um prazo para acabar com as máquinas portáteis ilegais onde se passa o cartão Union Pay da China, escreve hoje o South China Morning Post. O objectivo das autoridades chinesas é conter a fuga maciça de capitais da China através de dispositivos de pagamento ilegais usados ​​pelos visitantes.

 

O diário de Hong Kong explica, citando fontes conhecedoras do processo, que a Autoridade Monetária de Macau vai fixar o dia 1 de Julho como o prazo para o fim das máquinas portáteis ilegais. O jornal acrescenta que estão em curso conversações para decidir se a medida se deve estender a lojas nos casinos, ou nas imediações, onde haja máquinas oficialmente registadas para uso dos cartões Union Pay. O South China Morning Post lembra que é sabido que estas lojas vendem bens que podem rapidamente ser devolvidos a troco de dinheiro, através de uma transacção monetária.

 

O jornal de Hong Kong, que cita fontes do sector do jogo, acrescenta que, caso as devidas medidas não sejam tomadas dentro desse prazo, os casinos vão ter que enfrentar as consequências de uma campanha para pôr fim ao negócio da transferência ilegal de dinheiro se as medidas não forem tomadas.

 

Ontem à noite, a Autoridade Monetária de Macau emitiu um comunicado onde garante estar atenta às reportagens recentes ligadas ao uso dos cartões “China Union Pay” em Macau. Embora sem se referir a qualquer medida em concreto – ou a qualquer prazo – o organismo diz estar informado das disposições que têm vindo a ser impostas no sector do jogo, em relação ao impedimento dos cartões “China Union Pay”, no âmbito da “Union Pay”.

 

A Autoridade Monetária de Macau afirma que leva a cabo “uma supervisão contínua em relação às actividades de aquisição de cartões comerciais” e que “ajusta ou reforça, constantemente, a gestão do risco” e os requisitos das devidas diligências, tendo em conta as mudanças do mercado, para incentivar um desenvolvimento saudável das actividades.

 

Na mesma nota, o organismo dirigido por Anselmo Teng promete tomar, “como de costume”, todas as providências “eficazes e necessárias”, no âmbito das atribuições que tem e cumprindo com rigor a lei, de modo a salvaguardar “a saúde e a segurança do sistema financeiro de Macau”.