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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 09/05/2014

A morte do ministro guineense das Infra-estruturas, Rui Araújo Gomes, num quarto do Venetian está em destaque nos vários jornais que se publicam hoje no território. Em Hong Kong, a imprensa realça o início de um mediático julgamento por corrupção, em que os magnatas Kwok e os outros arguidos se declararam inocentes.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O jornal Ou Mun destaca os quatro novos roteiros turísticos que a Direcção dos Serviços de Turismo planeia lançar em Setembro. O diário sublinha que, pela primeira vez, o projecto “sentir Macau passo-a-passo” vai chegar à zona norte. O matutino diz ainda que o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas recebeu 10 propostas para a construção de equipamentos de saúde e cuidados para idosos na habitação pública de Seac Pai Van. O custo proposto pelos concorrentes para a execução da empreitada varia entre os 325 milhões de patacas e os 376 milhões. Na primeira, ainda uma notícia sobre a Reolian, as declarações do secretário Lau Si Io a afirmar que o Governo não tem condições de realizar qualquer concurso para a concessão das rotas, antes de serem “definidos os credores da dívida” da empresa.

 

O outro jornal em língua chinesa, o Va Kio traz para a primeira página o caso da morte em Macau do ministro guineense das Infra-estruturas, que estava no território para participar no 5º Fórum internacional sobre o investimento e construção de infra-estruturas. Sobre as intervenções neste fórum, o jornal realça as do secretário para os Transportes e Obras Públicas de Macau. Lau Si Io diz “depositar alta esperança na cooperação internacional”.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi avança a previsão da Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de “céu encoberto” e de chuva “até ao início da próxima semana”. O jornal diz ainda que o ex-presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, Raymond Tam, não quis comentar a nomeação de Alex Vong para o lugar.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

Rocha Vieira está em grande destaque na primeira página do Hoje Macau, onde se lê “o general no seu labirinto”. O último governador de Macau, “odiado por uns, amado por muitos mais”, integra a comitiva presidencial que visita para a semana a China, embora a sua agenda na RAEM seja “ainda desconhecida”. Noutros destaques “ministro guineense falece em Macau” e “China quer acabar com uso ilegal de cartões de crédito”.

 

Em título, o Jornal Tribuna de Macau diz que “apoio do Instituto Cultural viabiliza projecto da Casa-Museu Macaense”. Apesar da verba prometida não cobrir o investimento total previsto, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, António José de Freitas, adiantou ao JTM que estão reunidas as condições para que “o projecto possa ser finalmente concretizado”. O destaque fotográfico é feito com a chuva que “não deu tréguas” a Macau.

 

“Diálogos seguros com Chui Sai On”, escreve, em manchete, o Ponto Final, a propósito do Chefe do Executivo ter esclarecido como pretende ser entrevistado em ocasiões públicas “para garantir a segurança dos jornalistas”. Chui Sai On “quer preparar declarações com antecedência e escolher o local onde as faz”. O jornal coloca ainda na primeira página, a notícia de que o ministro da Guiné-Bissau morreu no Venetian. A Polícia Judiciária de Macau revela hoje o relatório forense sobre a morte de Rui Araújo Gomes, ministro guineense das Infra-estruturas.

 

O Clarim destaca o Dia da Mãe, que Macau assinala este domingo, com o título: “mães, as mulheres no Ministério da Igreja”. Na primeira do semanário, referência ainda para uma entrevista com Manuel Amante da Rosa que afirma que “com a China os africanos podem optar”. Noutra chamada, escreve o jornal: “Coloane, jóia a preservar”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Transacções ilegais estão no centro das atenções” é a manchete do jornal Macau Daily Times, sobre um esquema em Macau com os cartões Union Pay. O diário acrescenta que, em consequência, houve uma “queda nas acções dos casinos”. Noutro título, a notícia em destaque é a morte em Macau do ministro das Infra-estruturas da Guiné-Bissau. Noutro destaque de primeira, o Times dá conta do regresso a casa da mulher indonésia que esteve 33 dias no aeroporto de Macau.

 

Sobre as transacções ilegais, o Business Daily diz que “cartões caem no caminho errado”. O jornal escreve que “a China Union Pay vai travar o uso ilegal de equipamentos de pagamento pelos jogadores” e que “as acções dos casinos caíram ontem 10 por cento”. Noutra notícia de primeira, o diário económico explica os “vários atrasos” na primeira fase da nova prisão, com “as condições dos terrenos” e “a escassez de mão-de-obra”.

 

O Macau Post puxa o mesmo para manchete que os outros jornais ingleses: “acções dos casinos sofreram uma queda, depois da notícia sobre o combate ao golpe dos cartões”. A Wynn Macau, por exemplo, viu as acções caírem na bolsa de Hong Kong, para os piores níveis em dois anos. Em foco, na primeira do Post, está ainda o Chefe do Executivo - Chui Sai On “promete investigar o incidente entre a polícia e uma jornalista”. 

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz que “Kwoks e Rafael Hui declaram-se inocentes das acusações de corrupção”. Tal como os irmãos Kwok e Rafael Hui, também os outros dois arguidos rejeitaram as acusações de suborno, durante a primeira audiência deste caso mediático em Hong Kong. Ainda na primeira deste jornal, lê-se que a jornalista Gao Yu foi presa por ter tornado público um documento do Partido Comunista chinês. A jornalista de 70 anos tinha sido presa antes, por um longo período de tempo, pela sua escrita política. Alerta o South China para o facto de Gao Yu ser só mais uma entre os vários activistas e intelectuais presos no país com a aproximação dos 25 anos de Tiananmen.

 

O China Daily continua a acompanhar o périplo do primeiro-ministro chinês ao continente africano. A fotografia de hoje mostra Li Keqiang na inauguração do Fórum Económico Mundial, que decorre em Abuja, na Nigéria. A manchete diz que “Li promete comboio de alta velocidade a África”. Também na primeira do China Daily destaque para o facto dos magnatas Kwok e de Rafael Hui se terem declarado inocentes “no primeiro dia do julgamento por corrupção”, em Hong Kong.

 

O The Standard nesta edição de fim-de-semana que o director-executivo do MTR Corp, a empresa do metro de Hong Kong, vai sair do cargo. Jay Walder tem sido alvo de duras críticas dos deputados, por causa do atraso de dois anos numa linha rápida. O contrato de Walder termina em Agosto e não vai ser renovado.