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Reolian pede horas-extra aos motoristas para suprir faltas
Sexta, 29/07/2011
A três dias do início das operações, no próximo dia 1 de Agosto, a Reolian ainda só tem 281 motoristas, quando o objectivo são 400 para assegurar as carreiras da concessionária de autocarros. Por isso, a Reolian está a pedir aos motoristas para que, pelo menos durante duas semanas, façam horas extraordinárias.

Para o director-geral da empresa, Cedrid Rigaud, esta não é a melhor maneira de arrancar com os serviços, mas trata-se de uma “medida de emergência” nesta fase inicial, e que “não é sustentável no médio e longo prazo”, disse o executivo, esta tarde, em conferência de imprensa.

O responsável da Reolian alega “interesse público” na base do pedido feito aos motoristas. “Sabemos que não é a forma ideal de começar, mas é uma medida temporária de emergência para garantir que não há um impacto negativo para os passageiros na maioria das carreiras”, justificou Rigaud.

Com falta de motoristas e o recurso a horas extraordinárias, o director-geral da Reolian alertou para a possível existência de atrasos em algumas carreiras.

Além dos 281 motoristas, a Reolian espera, nos próximos dois a três meses, receber mais 30 a 40 motoristas que vão sair dos programas de formação dos Serviços para os Assuntos do Tráfego, que tem inscritas 160 pessoas.

Cedric Rigaud diz que os actuais cursos de formação não chegam para resolver o problema da falta de recursos humanos no sector dos transportes em Macau: “Existe um problema de falta de recursos humanos que não pode ser resolvido apenas por uma empresa. Podemos propor alguns programas de formação no âmbito das escolas, das associações, mas da forma como as coisas estão, só dá para funcionar nos próximos dois ou três anos. Precisamos de compromissos de longo prazo. Actualmente estamos a enfrentar dificuldades, e precisamos do apoio do governo para lidar com esta situação”.

Com a entrada em funcionamento da Reolian, a partir de 1 de Agosto haverá mais 200 autocarros nas estradas de Macau. Rigaud disse que “não estamos preocupados com o facto de passar a haver mais veículos nas estradas e não consideramos que isso vai trazer problemas de congestionamento de trânsito”, mas advertiu para “o trabalho relacionado com as infra-estruturas para assegurar que quando os autocarros se deslocam às paragens ou aos terminais não impedem a circulação do trânsito”.

O director-geral da Reolian diz que a empresa vai enviar para os Serviços dos Assuntos do Tráfego um relatório com sugestões para melhorar as infra-estruturas.