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Caso Raymond Tam: Mais três testemunhas ouvidas
Sexta, 02/05/2014

Esta sexta-feira no julgamento de Raymond Tam, presidente suspenso do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), e outros três funcionários do organismo, foram ouvidas mais três testemunhas. Esta sexta-feira, o Colectivo de Juízes recusou o pedido do Ministério Público (MP) para ler declarações prestadas anteriormente por Lei Chi Hong.

 

No MP, a testemunha tido dito que tinha visto documentos das dez campas, em 2009, quando houve duas queixas pela concessão de campas, e, agora afirma que não vi. Lei Chi Hong diz que os documentos só lhe foram exibidos mais tarde. O MP diz ainda que anteriormente Lei Chi Hong afirmou mesmo ter feito um scanner de documentos, algo que a testemunha nega. Estas declarações, contraditórias para o MP, levaram o procurador-adjunto a pedir para que fossem lidas as declarações já prestadas. O juiz indeferiu o pedido, porque, alegou, “não é claro o teor dessas declarações” prestadas anteriormente e também não se sabe que tipo de documentos foi mostrado à testemunha, quando prestou depoimento.

 

A defesa mostrou-se contra a leitura das declarações. O advogado Álvaro Rodrigues ainda acrescentou que “não foi identificado que houve divergências”.

 

Ao juiz a testemunha afirmou que assinou o depoimento prestado antes no MP mas não sabe se chegou a ler. Para o juiz considera que “as declarações evidenciam confusão mas não se pode dizer que há contradição”.

 

Esta sexta-feira foi ainda ouvido Ion Kin Chon, que esteve na procura dos documentos em 2010, a pedido do arguido Siu Kok Kun. Por duas vezes, a testemunha terá estado com a secretária de Ng Peng In, antigo administrador do IACM.

 

Outra testemunha ouvida foi Leong Mio Sam, que tinha como função passar recibos. O MP insistiu porque é que havia recibos das campas sem nomes, mas a testemunha diz “não saber” porque “já passou muito tempo”. A defesa argumentou que o que estava a ser mostrado eram guias de receitas. Ao juiz, a testemunha esclareceu que utilizava recibos e que as guias não eram da sua competência.