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Ruído: Construtores contra a redução de horário para obras
Sexta, 02/05/2014

Seis associações do sector da construção opõem-se a mudanças no horário para a execução de obras. “Para eles, se o período de trabalho for cada vez menor, pode afectar o prazo das obras. É por isso que entendem que deve ser mantido o horário actual”, explicou a presidente da 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que discute a proposta de lei de prevenção e controlo do ruído ambiental.

 

Os representantes das associações estiveram, esta manhã, na AL. Durante a reunião com os deputados da comissão, deixaram claro que pretendem a manutenção do actual do actual horário para a execução de obras – entre as 8h e as 20h, de segunda-feira a sábado.

 

No entanto, há uma proposta de alteração deste período, para as 9h e 18h. Kwan Tsui Hang diz que a sugestão corresponde às expectativas da população, só que as associações indicaram que o tempo não é suficiente devido à complexidade de alguns trabalhos.

 

A presidente da 1ª Comissão Permanente da AL admite essa possibilidade e garante que a proposta de lei prevê esses casos. Só que os representantes do sector da construção temem que a lei seja pouca clara. Além disso, também não concordam com as multas previstas, que podem chegar às 200 mil patacas para a utilização irregular de bate-estacas.

 

“Já explicámos isto. Um ruído da vida quotidiana afecta quem? Pode ser apenas uma pessoa [a multa prevista é de 600 patacas]. Mas uma obra de engenharia civil afecta muito mais pessoas”, referiu Kwan Tsui Hang.

 

O único ponto convergente entre a comissão e os construtores está relacionado com as novas competências da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. Com o Corpo de Polícia de Segurança Pública vão também ser responsáveis por executar a futura lei.