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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 02/05/2014

As manifestações do 1º de Maio estão em todas as primeiras páginas dos diários que se publicam hoje no território, à excepção do jornal Ou Mun. Em Hong Kong, os matutinos dividem atenções entre os protestos do Dia do Trabalhador e o ataque terrorista à estação ferroviário de Urumqi, na região autónoma de Xinjiang.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

O Ou Mun não faz uma única referência, na primeira página, às manifestações do 1º de Maio. O diário prefere focar do dia de ontem, as “340 mil pessoas” que “passaram pelas fronteiras de Macau” - a maioria proveniente da China, que se deslocou ao centro de Macau. Neste âmbito, o Ou Mun diz ainda que, nas Ruínas de São Paulo, “os negócios de lojas de lembranças aumentaram 30 por cento” só ontem, prevendo as lojas um fluxo de pessoas ainda maior durante o fim-de-semana. Ainda sobre a entrada de visitantes, o jornal destaca as palavras do inspector especial da Alfândega em Zhuhai, Lao Ngai Leong, que garante que a medida de dividir o fluxo de pessoas na fronteira de Gongbei teve “resultados satisfatórios” durante o feriado.

 

O jornal Wa Kio não saiu para as bancas, decidiu comemorar hoje o dia do trabalhador.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi vira atenções para a Coreia do Sul, dando conta do aumento para 226 do número de mortos na sequência do naufrágio do ferry Sewol, em meados de Abril.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Clarim escreve esta semana “fiéis, o outro lado”, a propósito da canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II. Noutro destaque de primeira lê-se “Gelmac em Taiwan – abrir horizontes”. O semanário traz ainda meia página com publicidade de felicitação do Bispo de Macau, D. José Lai, pelo seu 66º aniversário.

 

O Ponto Final realça o dia do trabalhador, com o título: “protestos contra o fumo e o excesso de visitantes”. A Forefront of Macau Gaming e a Juventude Dinâmica lideraram as marchas de ontem, com um polícia por cada cinco manifestantes. Chui Sai On prometeu melhorar as leis de trabalho, sublinha ainda o diário. Noutro título, o matutino refere “património público - edifício do GCS já não vem abaixo”.

 

“Táxis, fim aos abusos”, escreve o Hoje Macau ainda com a manchete “chamem a polícia” – A DSAT já disse o que tem de ser feito, mais poder nas mãos da PSP para acabar com a impunidade dos taxistas. A lei pode entrar em processo legislativo já em Julho. Sobre o 1º de Maio, o jornal diz que “o povo saiu à rua em números nunca vistos” e que “as vozes, embora brandas, são cada vez mais”.

 

O Jornal Tribuna de Macau escolhe a manchete “o jogo saiu à rua!” para os protestos do 1º de Maio. O JTM escreve ainda “especialistas externos avaliam Português na UM” e “Air Macau ‘ganhou’ 30 mil passageiros por mês até Março”. O destaque fotográfico remete para uma reportagem nos bastidores da nova peça em patuá, com o título na primeira: “onde está a nossa casa de sonho?”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Post escreve que a “polícia espera um milhão e trezentas mil pessoas nas fronteiras durante o feriado”. São as expectativas das autoridades para o 1º de Maio. O aumento deve ser entre 3 a 5 por cento comparando com o mesmo período do ano passado. Noutro destaque de primeira, o diário afirma que o secretário para a Economia e Finanças não quis responder a perguntas sobre um alegado esquema de um accionista de uma empresa de promotores de jogo, a envolver 10 mil milhões de patacas.

 

“Atingir voos mais altos” é a manchete escolhida pelo Business Daily. O mercado de massas vai continuar a ser a “âncora” da MGM China em termos de receitas e lucros, só que a operadora quer melhorar a rentabilidade do segmento VIP. Sobre outra empresa, a Macau Legend Development, o diário económico escreve “lucros não são uma miragem”. A companhia de David Chow teve um aumento de 6 por cento nos primeiros três meses do ano.

 

O Macau Daily Times coloca a fotografia de uma cobra em destaque na primeira página, com o título: “cobra encontrada em jardim privado de Cheoc Van”. Em manchete, o jornal destaca um “accionista de uma empresa pequena de promotores de jogo” que “foi desonesto em relação a milhares de milhões”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post escreve “bomba em Urumqi foi um ataque suicida”. As autoridades atribuem o ataque a dois extremistas religiosos que fizeram explodir duas bombas atadas ao corpo. Antes, os homens usaram facas para atacar as pessoas na estação ferroviária na região autónoma de Xinjiang. No ataque, uma pessoa morreu e outras 79 ficaram feridas.

 

Sobre o mesmo caso, o China Daily diz que o presidente da China, Xi Jinping “pede uma acção decisiva em Xinjiang”. A polícia diz que os dois atacantes, que morreram na explosão, “estavam envolvidos em movimentos extremistas religiosos há muito tempo”. O jornal oficial sublinha ainda que o ataque aconteceu um dia depois do presidente Xi Jinping ter concluído a visita à região autónoma, onde se concentra a minoria Uigur. Noutro título, o diário dá conta da expansão rápida da indústria de iates na China, impulsionada pela procura doméstica.

 

O The Standard, no interior, coloca em foco os protesto do 1 de Maio em Hong Kong, com o título “marchando a vários ritmos”. Milhares de manifestantes foram para as ruas, desde pessoas das várias associações de trabalhadores, a empregadas domésticas do exterior.