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Caso Raymond Tam: Defesa prescinde de ouvir duas testemunhas
Sexta, 28/03/2014

Na sessão de hoje do julgamento de Raymond Tam e de outros três funcionários do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), acusados de prevaricação foram ouvidas quatro testemunhas. Duas delas -Fong Siu Man, que pediu uma campa perpétua, e Sales Marques presidente da antiga Câmara Municipal Provisória de Macau – foram ouvidas apenas pelo Ministério Público e pela assistente Paulina Alves dos Santos.

 

Para a defesa dos três arguidos – Raymond Tam, Lei Wai Nong e Fong Vai Seng – as duas testemunhas não contribuem em nada para este julgamento porque, alegou Álvaro Rodrigues, não têm conhecimentos sobre os factos que estão em causa neste julgamento. O advogado voltou nesta sessão a afirmar “que os arguidos, o tribunal, e o Ministério Público são vítimas deste processo” e que se está a “gastar recursos do território”.

 

Em tribunal, Fong Siu Man contou que pediu a campa perpétua depois de ter visto um anúncio no jornal. Já Sales Marques disse não conhecer o processo de arquivamento do organismo e garantiu ainda que não pediu para tornar confidencial qualquer documento das campas. Sales Marques afirmou ainda não ter mandado documentos sobre as campas à secretária para a Administração e Justiça.

 

Ainda esta manhã foi ouvido Marcelo dos Remédios, que depois da criação do IACM, e até 2005, foi administrador do organismo. Na audiência assegurou que nunca soube que os documentos sobre as campas tinham sido extraviados, nem mesmo quando abandonou o organismo. Marcelo dos Remédios garantiu ainda que nunca lhe pediram para tentar encontrar os documentos.

 

Para Marcelo dos Remédios os documentos das dez campas estariam no Serviço de Ambiente e Licenciamento, o departamento chefiado por Ng Peng In.

 

Depois de ouvida a testemunha, o arguido Raymond Tam, presidente suspenso do IACM, pediu a palavra para esclarecer ao juiz que só andou à procura de documentos sobre as dez campas depois de ter sido contactado pelo Ministério Público. 

 

Esta sexta-feira começou ainda a ser ouvida Yun In Leng, antiga secretária de Ng Peng In no IACM. A testemunha contou em tribunal que foi aos arquivos procurar documentos sobre as campas a pedido de Ng Peng In, e não foi apenas uma vez. Quanto aos documentos em si, primeiro disse que não os conhecia a todos, depois que talvez tenha visto alguns, mas acabou a dizer que não os conhecia. Ainda assim podiam ter passado por ela, tal como outros documentos que eram para Ng Peng In e que também passavam por ela.