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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 28/03/2014

A afirmação do Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, de que “Macau devia gastar mais em Educação e na Saúde” ocupa muitas das primeiras páginas da imprensa local. Em Hong Kong, os jornais dividem atenções entre o discurso do presidente da China, na UNESCO, e as buscas pelo avião da Malaysia Airlines.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Jornal Ou Mun dedica hoje as duas primeiras páginas à publicidade. No interior, destaque para a realização da cerimónia de inauguração do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental 2014, que se realizou ontem. O jornal escreve que este fórum “traz para Macau grandes oportunidades de negócios verdes” e que “o Governo tem em conta o Planeamento de Protecção Ambiental 2010-2020 no desenvolvimento de Macau como um Centro Internacional de Turismo e Lazer”.

 

Em grande plano no Va Kio está o simpósio de comemoração do 21º aniversário da promulgação da Lei Básica. Um tema explorado só no interior do diário, uma vez que a primeira página é preenchida por publicidade. Lá dentro, lê-se que, no simpósio, o Chefe do Executivo garantiu que “o assunto mais importante para o Governo é a melhoria de vida da população”. O Va Kio vira ainda atenções para o antigo subchefe do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho do Estado. No referido simpósio, Chen Zuoer voltou a assegurar que as Regiões Administrativas Especiais dispõem de “um alto grau de autonomia”, graças à autorização do Governo Central. Mas o dirigente ressalva que “um alto grau de autonomia” não significa “uma total autonomia”.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi vira, esta manhã, atenções para a actualidade internacional. Nos noticiários diz que o Fundo Monetário Internacional anunciou que vai apoiar a Ucrânia em mais de 10 mil milhões de dólares. O canal chinês diz ainda que o Governo turco bloqueou o Youtube no país.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

Em manchete, O Clarim pergunta “Francisco em Pequim?”. O Papa enviou uma carta ao presidente chinês e há rumores no Vaticano sobre a possibilidade de visitar Pequim, em Agosto. Noutro destaque de primeira lê-se “Master Sommelier João Pires e os vinhos: ‘temos que investir no nosso património’”. O semanário católico escreve ainda que “Oxfam Macau luta contra a pobreza” e “China não larga a energia nuclear”.

 

O Ponto Final escreve “Lei Básica” - “ex-dirigente chinês destaca limites da autonomia”. Chen Zuoer, conselheiro de Pequim para Macau e Hong Kong, afirma que o Governo Central pode interferir nos assuntos internos das regiões. A declaração é vista como aviso para as tentativas de democratização. Na primeira, referência ainda para as entrevistas a Afonso Cruz e a Karla Suárez, dois artistas que estão em Macau para participar no Festival Literário Rota das Letras.

 

No Hoje Macau está em grande plano Joseph Stiglitz, com o título “morte aos cheques” - o Nobel da Economia não tem dúvidas: O Governo tem de acabar com os cheques pecuniários e dar mais atenção à Saúde ou à Educação. Noutro título, o diário avança que as obras do Parque Central da Taipa “continuam atrasadas por causa dos ladrilhos”. Sobre o Fórum Ambiental, o matutino diz que “Portugal mostra a Macau o melhor que tem feito” na área.

 

Em manchete, o Jornal Tribuna de Macau revela que “crimes cometidos por croupiers cresceram 85 por cento em 2013”. Já, no geral, os funcionários de casinos estiveram envolvidos em 75 casos policiais. A fotografia remete para as notícias sobre o Fórum Ambiental que “junta mais de 400 empresas em Macau” e dá “ideias sustentáveis para negócios verdes”. Ainda espaço para a afirmação de Joseph Stiglitz se que “Macau devia gastar mais em Educação e na Saúde”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Na primeira página, o Business Daily destaca Steve Wynn. O patrão da operadora de jogo chegou a Macau com boas notícias para os trabalhadores: agora todos são accionistas da Wynn. Cada trabalhador, não executivo de topo, vai receber mil acções da empresa e ainda dois bónus por ano até 2017. Noutro título, o diário económico diz que o novo hospital público na Taipa está “ainda em parto” – sublinha o jornal que “o nascimento” está a ser “longo e doloroso”.

 

O Macau Post realça também a decisão de Steve Wynn de distribuir mil acções da empresa por cada um de 7 500 trabalhadores. O Post fez as contas e diz que cada acção valia ontem 31 mil e 700 dólares de Hong Kong. O programa de benefícios, que inclui ainda bónus anuais até 2017, irá abranger igualmente pelos trabalhadores do futuro empreendimento no COTAI, o Wynn Palace.

 

Já o Macau Daily Times também arranja espaço na primeira para o programa de benefícios da Wynn. No entanto, o jornal coloca, antes, em grande plano o Nobel da Economia, Joseph Stiglitz. O economista deixa o conselho a Macau: “gastar mais na Educação e na Saúde, tornando-as acessíveis a toda a gente”. Na primeira, o Times escreve ainda “que vários vinhos portugueses batem à porta do mercado local” – uma selecção de 50 vinhos está a ser apresentada em Macau.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

“Diversidade conduz ao progresso”, é a manchete do China Daily, feita com uma afirmação do presidente da China Xi Jinping, durante o discurso na UNESCO. O jornal sublinha que Xi Jinping citou Victor Hugo, Napoleão Bonaparte e o historiador chinês, Zuo Qiuming. Noutro título de primeira página, o diário escreve que “famílias ponderam acções judiciais por causa do avião desaparecido”.

 

O South China Morning Post realça que “as buscas pelo avião vão ser as mais caras da história”. É o aviso deixado por cientistas chineses, numa altura em que imagens de satélite detectam 300 objectos a flutuar no Oceano Índico. Ao discurso de Xi Jinping na UNESCO, o jornal dá um destaque fotográfico, onde se lê: “apelo à harmonia cultural”. O presidente chinês defendeu a diversidade cultural como o caminho a seguir.

 

Na edição especial fim-de-semana, o Standard vira atenções, no interior, para o aumento nas tarifas do metro em Hong Kong. A subida de 3,6 por cento é quase um ponto percentual mais alta do que a do ano passado, sublinha o jornal. O novo aumento nas tarifas do metro tem efeitos a partir de Junho.