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Vinhos: Exportação para Macau desce 12 por cento
Quarta, 26/03/2014

Em 2013, as exportações de vinho para Macau continuaram a tendência negativa de 2012. No ano passado baixaram 12 por cento, no ano anterior a queda tinha sido de 29 por cento. 

 

O vinho português não escapou ao sentido descendente, registando, curiosamente, também um decréscimo de 12 por cento. Apesar da queda, os  produtores portugueses exportaram, no ano passado, para o território vinho no valor de 62 milhões de patacas, menos 8 milhões que nos dois anos anteriores. Ainda assim, Portugal mantém uma quota de mercado de quatro por cento, sendo o quarto país do mundo que mais exporta para Macau. 

 

A França, com uma quota de mercado de 77 por cento, continua a liderar a lista, mesmo que no último ano tenha registado uma quebra de 16 por cento. Em 2013, a exportação de vinhos franceses para Macau chegou aos mil milhões de patacas. 

 

Depois dos franceses, encontramos os vinhos produzidos na Austrália, que conseguem uma quota de mercado de 5,6 por cento, mais um por cento do que em 2012, e um volume de 81 milhões de patacas. A fechar o pódio de 2013, temos a  Alemanha, com uma quota de mercado de 4,8 por cento, que corresponde a 69 milhões de patacas. No ano passado, exportaram-se mais vinhos alemães para Macau, um aumento significativo de 16 por cento. 

 

Melhor conseguiram os produtores norte-americanos que exportaram mais 28 por cento no ano passado em comparação com 2012. Contas feitas, os vinhos dos Estados Unidos geraram um volume de 48 milhões de patacas, uma quota de mercado de 3,3 por cento, ocupando o quinto melhor registo em Macau. 

 

Seguem-se os vinhos italianos, que, em 2013, garantiram um aumento nas exportações de 63 por cento. Com 28 milhões de patacas, os italianos têm uma quota de mercado de dois por cento. 

 

Na lista dos exportadores de vinhos em 2013 destaque para as descidas do Chile, menos 40 por cento e da Argentina menos 29 por cento. O Chile exportou vinhos no valor de 20 milhões, assegurando uma quota de mercado de 1,4 por cento e a Argentina com três milhões tem uma quota de 0,2 por cento. Menos, exportou também a Espanha, menos quatro por cento. Caindo para um volume de negócios de oito milhões e uma quota de 0,6 por cento. 

 

Fontes do sector do vinho contactadas pela Rádio Macau apresentam duas razões para a redução nas importações. Por um lado, há muitas marcas no mercado, que foram adquiridas em anos anteriores e, por outro, nos últimos anos não têm aberto grandes espaços de jogo. Os novos casinos têm sempre associados muitos restaurantes, que costumam compram grandes quantidades, explicam as nossas fontes.