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Caso Raymond Tam: Assistente insiste na lista de campas
Sexta, 21/03/2014

Esta sexta-feira terminou a inquirição da testemunha Armando Jesus, que já tinha sido ouvido nas últimas duas sessões do julgamento de Raymond Tam, presidente suspenso do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, e de três outros dirigentes do organismo, acusados de prevaricação. 

 

Foi à defesa de Lei Wai Nong, vice-presidente suspenso do IACM, que coube iniciar hoje a inquirição. Em causa ainda os procedimentos utilizados nos documentos a despachar. Armando Jesus diz que para documentos confidenciais podia ser pedido um número, sem que os documentos passassem pelo departamento que chefiava nem que fosse feita uma cópia.

 

A advogada perguntou se este procedimento não era do tempo de Lau Si Io à frente na liderança do IACM, mas Armando Jesus não sabe precisar. Ao que a defesa respondeu que tal pode ser confirmado.

 

Depois a assistente deste processo, Paulina Alves do Santos, quis voltar a inquirir a testemunha. Os advogados de defesa de três arguidos ainda tentaram anular o pedido. Entre alguma troca de palavras entre assistente e defesa, o juiz insistiu varias vezes na clareza das perguntas e em saber que perguntas a assistente queria fazer.

 

Paulina Alves dos Santos voltou à lista de documentos que a testemunha diz ter visto nas caixas que, em Março de 2010, seguiram para o gabinete da secretária para a Administração e Justiça. Uma lista que gerou alguma confusão nas últimas duas sessões.

 

Armando Jesus repetiu que viu uma lista, mas não sabe precisar qual o formato da mesma ou se era igual ou não a uma datada de Abril.

 

Depois falou-se do volume de documentos enviados para o gabinete de Florinda Chan. Uma informação de Janeiro, facultada pelo IACM, já na liderança provisória de Alex Vong, dava conta de uma mão cheia de documentos, quando a testemunha falou de duas caixas com muitos documentos. Armando Jesus já disse em sessões anteriores estar certo de que eram duas caixas, pela quantidade pouco normal de documentos enviados.

 

A assistente quis fazer a experiência para provar que os documentos enviados em Janeiro não podiam caber em duas caixas - por ser poucos - mas o juiz recusou.

 

Hoje foi ainda ouvida Arnaldo Azedo, funcionário do IACM, que no ano passado andou em três armazéns à procura de guias de entrega de documentos dos Serviços de Ambiente e Planeamento. Na altura, a  testemunha diz ter ouvido que os documentos seriam para entregar ao Ministério Público no âmbito deste julgamento.

 

A próxima sessão do julgamento está marcada para a próxima sexta-feira, dia 28 de Março. Entre as quatro testemunhas a ouvir está Sales Marques, antigo presidente da Câmara Municipal Provisória de Macau e actual presidente do Instituto para os Estudos Europeus.