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Macau contribuiu com 20% dos “vistos gold” já concedidos
Terça, 18/03/2014

O Consulado-Geral de Portugal em Macau contribui com mais 50 de milhões de euros para o programa de ‘vistos gold’, ao abrigo do qual é concedida autorização de residência em Portugal a investidores.

 

De acordo o cônsul-geral Vítor Sereno, em declarações à Rádio Macau, os dados mais recentes indicam que, desde que o programa começou no início de 2013, “e desde que instalámos o balcão ‘visto gold’, este consulado-geral deverá ter contribuído, grosso modo, com cerca de 50 a 60 milhões de euros”.

 

O resultado, diz o diplomata, “deixa-me bastante satisfeito, apesar de algumas especificidades que Macau e Hong Kong têm, em termos contribuído, segundo dados dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, com cerca de 20 por cento para este valor total”.

 

Globalmente, até finais de Fevereiro, o montante que resulta da política de “vistos gold” atingiu os 400 milhões de euros, adiantou Vítor Sereno, acrescentando que a China continua a liderar de forma destacada a lista de países que mais investem no programa: “Os últimos dados que recebemos datam de 27 de Fevereiro e indicam claramente um aumento significativo dos ‘vistos gold’ nestes dois primeiros meses do ano. Desde que o programa começou, o valor total do investimento atingiu já os 400 milhões de euros”, o que se traduz em “654 autorizações de residência por investimento, sendo que, destas, 529 têm origem na China, Macau e Hong Kong, representando 76 por cento do total”.

 

O 'visto gold' foi criado pelo governo português para incentivar o investimento e a criação de emprego em Portugal e possibilita uma autorização de residência para investimento, a ser atribuída a cidadãos que não pertençam ao território da União Europeia ou do espaço Schengen nem esteja sob a sua aplicação, e obriga a um investimento mínimo de 500.000 euros.