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Duplicou número de táxis que recorrem ao "co-seguro" da AMCM
Terça, 18/03/2014

Há cada vez mais táxis, em Macau, a quem as seguradoras recusam a atribuição de um seguro automóvel – um dos principais motivos prende-se com a sinistralidade. A alternativa é recorrer à Autoridade Monetária de Macau (AMCM) que disponibiliza um sistema de “co-seguro” destinado a todos os veículos que não sejam aceites pelas seguradoras. A maior parte dos veículos abrangidos por este sistema diz respeito a veículos particulares, mas a presença de táxis tem vindo a aumentar – só no ano passado, o número de táxis que recorreram a este mecanismo mais do que duplicou.

 

No ano passado foram 945 os veículos que aderiram ao sistema de co-seguro automóvel, gerido pela Autoridade Monetária de Macau. O número traduz um aumento de mais de 28 por cento em relação ao ano anterior. Segundo os números facultados por Félix Pontes, administrador da AMCM, a contribuir para esta subida esteve o “surto” no número de táxis que se manteve neste grupo: em 2013, foram 254 – mais do dobro do que em 2012.

 

“Olhando para aquilo que se tem passado nos últimos anos, quem tem aumentado substancialmente são mesmo os táxis. Portanto, nós prevemos que, este ano e no próximo ano, mais táxis venham a ter de aderir ao mecanismo do co-seguro”, afirmou Félix Pontes, em declarações aos jornalistas.

 

Criado nos anos 80, o sistema de co-seguro automóvel permite que veículos que não consigam ser abrangidos pelas seguradoras possam obter um seguro através deste mecanismo, já que o seguro é obrigatório. O sistema é participado por todas as seguradoras e gerido pela AMCM, que não tem qualquer custo associado a essa gestão.

 

No final do ano, há o apuramento do resultado – lucro ou prejuízo –, que é dividido em função das quotas de cada seguradora. “Nos dois últimos anos tem havido um certo equilíbrio e um resultado até positivo, mas, nos anos anteriores, 2008 a 2011, os resultados foram catastróficos e todo esse prejuízo foi dividido pelas seguradoras do ramo automóvel”, lembrou Félix Pontes.

 

O administrador explica que o sistema do co-seguro tem de continuar a existir, para dar resposta às necessidades, mas antevê que possa haver resultados negativos no futuro: “Nós presumimos que, em termos de projecção, passado aí uns dois ou três anos, vamos ter novamente uma situação deficitária, a não ser que aumentemos os prémios.”

 

Nas últimas Linhas de Acção Governativa, o Chefe do Executivo anunciou a intenção de atribuir mais 200 licenças de táxis. Félix Pontes acredita que é possível que nenhuma seguradora aceite esses veículos, já que alguns dos 254 táxis no sistema de co-seguro dizem respeito a licenças recentes.

 

Apesar de a sinistralidade ser um dos principais motivos para as seguradoras recusarem a atribuição de seguros a táxis, em termos gerais, há outros factores que influenciam a decisão de uma seguradora em não conceder protecção a um determinado veículo – a potência do carro ou a idade do condutor são outros dos factores invocados.