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Académico: Diversificação pode passar por serviços na saúde
Quarta, 12/03/2014

A diversificação económica pode passar por uma maior aposta no sector dos serviços, o que pode abranger áreas como as do ensino, do entretenimento e da saúde. A opinião é do professor da Universidade Católica de Lisboa, Ricardo Reis.

 

Ressalvando conhecer ainda pouco sobre a realidade local, o também director-adjunto para a área das relações internacionais da Católica Lisbon – School of Business and Economics lembra que a diversificação económica pode diminuir o risco associado à dependência da indústria dos casinos. A aposta, sugere, pode ir para a área dos serviços.

 

“Não há espaço em Macau – nem espaço nem recursos, mas o principal recurso é de espaço – para diversificar para outra coisa que não sejam serviços de alto capital intensivo no conhecimento, no saber”, afirmou o especialista em Finanças, em declarações à Rádio, dando como exemplo as áreas do ensino e dos produtos ligados ao entretenimento, que, neste último caso, podem também estar ligados à indústria do jogo.

 

Outra área a explorar, em matéria de diversificação económica, pode ser a da saúde, na opinião do académico. “A sensação que temos é a de que a China e o Oriente vão passar por processos de envelhecimento da população semelhantes àqueles que já experimentámos na Europa nas últimas décadas e isso vai aumentar muito a necessidade de serviços de saúde de qualidade. Portanto, essa também é uma área onde o território se pode posicionar com alguma vantagem estratégica, por ser uma ponte entre várias culturas”, explicou o docente.

 

Ricardo Reis deixa, no entanto, um aviso: à medida que se diversifica, desviando recursos para outras áreas menos rentáveis, o retorno esperado também diminui, não se podendo, por isso, ter a expectativa de que, com a diversificação do risco, haja taxas de crescimento económico tão aceleradas.