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Félix Pontes defende fundo de previdência social obrigatório
Segunda, 25/07/2011
Macau deve começar a estudar a implementação de um fundo de previdência social obrigatório. A opinião é do administrador da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Em entrevista ao Macau Daily Times, Félix Pontes defende que o sistema deveria começar a ser implementado, mesmo que, inicialmente, por fases, e incluir contribuições obrigatórias por parte de empregados e empregadores. Contribuições calculadas através de uma percentagem dos rendimentos do empregado e não a actual contribuição mensal de 45 patacas – um valor que o responsável considera “ridículo”.

Na entrevista ao jornal de língua inglesa, Félix Pontes considera também que não “consegue imaginar, pelo menos a médio prazo, qualquer outra indústria capaz de susbtituir o sector do jogo em Macau” e elogia a estratégia adoptada pelo Governo de abrir a indústria dos casinos a novos operadores.

O administrador da AMCM não acredita que Pequim venha introduzir restrições de maior na política de emissão de vistos individuais para Macau, mas admite que, se isso acontecer, a economia da RAEM será afectada e haverá pequenas e médias empresas a fechar as portas.

Félix Pontes comenta ainda a questão da importação de trabalhadores no território, considerando inevitável a contratação de não-residentes, para fazer face à falta de mão-de-obra local. “Apenas devido a demagogia, ignorância ou miopia na visão política é que as pessoas criticam e tentam evitar a importação – inevitável, repito - de trabalhadores não residentes, que não devem ser discriminados em relação aos trabalhadores locais”, afirma na entrevista publicada esta segunda-feira.

Quanto à inflacção em Macau, Félix Pontes prevê que, no final do ano, ela ronde os cinco a seis por cento.

Félix Pontes reagiu ainda às notícias de que o dinheiro da RAEM investido em aplicações financeiras estaria alegadamente a ser mal aplicado. O administrador revê as contas em detalhe, fala em resultados positivos e explica como as perdas que vieram a público “podem ser consideradas uma consequência contabilística em vez de uma prova de decisões inferiores de investimento”. Ainda assim, Félix Pontes não vê problemas na criação de uma entidade independente de fiscalização desses investimentos – como chegou a ser sugerido -, dizendo que seria bom receber as recomendações de especialistas competentes.