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Indústrias criativas: Apoio a rendas não é competência do IC
Quarta, 12/03/2014

O Instituto Cultural (IC) de Macau reconhece que o aumento das rendas no território tem pressionado as indústrias locais, mas explica que um apoio a essas indústrias, em matéria de arrendamento, não é da competência do organismo. Em resposta à Rádio Macau, o Instituto mostra-se, no entanto, determinado em criar mais espaços para que as empresas do sector possam expor e vender produtos e serviços.

 

Questionado pela Rádio, depois de uma empresa (a Macau Creations) e uma associação (a Art for All) ligadas à cultura terem anunciado que iriam encerrar os espaços onde estavam, devido ao aumento dos preços no imobiliário, o IC diz ter “conhecimento de que o aumento das rendas em Macau” “tem pressionado as indústrias locais”, “nos últimos anos”. Mas explica que, “no actual quadro legal”, “prestar apoio ao arrendamento às indústrias locais não é uma competência do Instituto Cultural”. O IC garante, no entanto, que “espera criar mais plataformas para mostras, dando assim mais oportunidades às entidades destas áreas para exibição e venda dos seus produtos e serviços”.

 

A título de exemplo, o organismo presidido por Guilherme Ung Vai Meng lembra que o Governo está a planear a distribuição do espaço da Casa de Vidro do Tap Seac, para depois de concluídas as obras de reparação. Um plano que vai passar também pela oferta de cursos de formação na área das artes e cultura, em colaboração com o Instituto de Formação Turística (ver notícia aqui).

 

O Instituto garante, ainda, que tem vindo sempre a apoiar e subsidiar associações e indústrias culturais, com o valor desses subsídios a aumentarem anualmente. Além de uma série de programas de apoio nas áreas da formação, investigação e projectos artísticos comunitários, o Instituto Cultural lembra que, este ano, há ainda um novo plano de apoio, o Programa de Subsídio à Produção de Álbuns de Canções Originais, e que o objectivo é, no futuro, alargar os programas de financiamento “a outras áreas das indústrias culturais”.