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Lionel Leong defende aposta de Macau nos serviços jurídicos
Terça, 11/03/2014

Lionel Leong, um dos delegados de Macau à Assembleia Popular Nacional, defende que para o território melhor servir de plataforma comercial entre a China e os países lusófonos deve-se apostar nos serviços, sobretudo de apoio jurídico.

 

Em declarações feitas em Pequim, o empresário explicou que “quando se fala em empresas chinesas investirem no estrangeiro, através da compra de acções ou através de fusões, as regulações e as leis vão ser para as empresas chinesas uma nova experiência”, pelo que Macau deve “ter uma abordagem do ponto de vista dos serviços, através de apoio e consultoria jurídica, de traduções, especialmente de documentos legais, ajudando as empresas chinesas a perceber as práticas e a cultura de negócios nos países lusófonos. Estas são áreas nas quais podemos actuar como agentes, ou como ponte.”

 

Lionel Leong defende que, desta forma, será mais fácil Macau caminhar no sentido da diversificação económica.

 

Questionado sobre a falta de recursos humanos e sobre as restrições que existem contra  a mão-de-obra estrangeira no sector do jogo, Lionel Leong acredita que deve ser procurado um “equilibrio entre o crescimento e a oferta de trabalhadores”, mas também acredita que, face à recusa do Governo alterar a política de proibir o exercício de certos cargos, entre os quais os de “croupier”, a não residentes, é preciso encontrar alternativas: “A mão-de-obra importada deve ser apenas um recurso usado quando há falta de trabalhadores locais. Julgo que é importante dar mais formação aos ‘croupiers’, para assegurar que os trabalhadores residentes podem ser promovidos para cargos de gestão. Também é importante nivelar o crescimento da economia de Macau de acordo com a realidade. O crescimento é importante, mas também temos que respeitar a vontade dos trabalhadores e da população local. Temos que garantir condições de que consigam ser promovidos e melhorar a sua qualidade de vida, em vez de imediatamente importar mão-de-obra para colmatar falhas”.