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Novo Macau contra exame conjunto para ensino superior
Segunda, 10/03/2014

O exame unificado de admissão ao ensino superior não deve ser implementado no ano lectivo de 2015/2016, defende a Associação Novo Macau, que quer o plano submetido a uma consulta pública e acusa o Governo de querer precipitar um processo que Jason Chao, presidente da associação, diz estar inquinado desde o início.

 

Em vez de uma iniciativa de quatro instituições de ensino superior, a Associação Novo Macau acredita que o exame de admissão conjunta deve-se à Administração. Em declarações à Rádio Macau, Jason Chao acusa o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de ter coordenado os trabalhos relativos ao exame conjunto. A acusação, diz Chao, é baseada num testemunho: “Recebemos informações de que o Governo está por detrás de tudo, o que prova e explica porque querem que o novo exame seja implementado o mais cedo possível. Um trabalhador de uma instituição revelou-nos que o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior recusou pagar pelo trabalho prestado para a preparação do novo exame. Parece que, desta forma, o Gabinete queria assegurar argumentos para poderem negar algum envolvimento neste processo”.

 

Foi no final de Fevereiro que um comunicado conjunto da Universidade de Macau, do Instituto Politécnico de Macau, do Instituto de Formação Turística e da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau dava conta de que “os trabalhos do exame de admissão conjunta” eram lançados pelas quatro instituições do ensino superior.

 

O comunicado fazia também referência a uma consulta para recolha de opiniões, mas Jason Chao defende que isso já devia ter sido feito: “Antes da implementação deste exame conjunto, não foi lançada qualquer consulta pública entre os estudantes, os professores, os estudantes e os encarregados de educação”.

 

Outro argumento da Novo Macau contra os exames conjuntos passa pela uniformização de currículos, o que pode representar injustiças: “As escolas secundárias de Macau adoptam currículos e livros escolares de diferentes origens. Receamos que um exame uniforme irá enviesar o processo e prejudicar as escolas que adoptem certos currículos e que outras sejam injustamente beneficiadas”.