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Decisão sobre EPM abre portas à classificação do edifício
Domingo, 09/03/2014

Rui Leão, presidente do centro de pesquisa e documentação Docomomo Macau, que no passado mês de Dezembro oficializou o pedido de classificação do edifício da Escola Portuguesa de Macau, acredita que o processo pode ter o desfecho que pretende em breve. O arquitecto justifica o optimismo por ter já entrado em vigor a Lei de Salvaguarda do Património Cultural, e também com o facto de finalmente ter sido decidido que o estabelecimento de ensino vai continuar onde está.

 

Há cerca de dez anos que se fala na possibilidade de classificar-se o edifício projectado pelo arquitecto Chorão Ramalho, em 1963, e inaugurado seis anos mais tarde como a Escola Comercial Pedro Nolasco. Nos últimos anos, a classificação do edifício que hoje alberga a Escola Portuguesa foi um argumento contra a eventual demolição caso o estabelecimento de ensino mudasse de instalações. Questão posta agora de lado. Conforme a Rádio Macau avançou a meados do passado mês de Fevereiro, depois de muitos anos de impasse, o Governo de Lisboa decidiu que a Escola Portuguesa vai manter a actual localização.

 

Rui Leão diz-se “bastante optimista”, já que a “notícia que a Rádio avançou é um sinal muito bom, muito forte nesse sentido, e agora resta aguardar a confirmação do Governo de Macau”. Lisboa ainda não comunicou oficialmente a decisão a Macau, algo que deve acontecer em breve.

Rui Leão destaca o facto de o edifício ostentar valor arquitectónico e também social e histórico. O arquitecto sublinha a importância do edifício “porque corresponde a uma emancipação da comunidade macaense e auto-determinação a nível da sua formação, e o facto de terem passado por lá, pelo corpo docente e discente, figuras muito ilustres da comunidade macaense”.