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Macau e HK têm a maior incidência de lavagem de dinheiro
Quarta, 05/03/2014

A lavagem de dinheiro é um crime que tem uma maior prevalência em Macau e Hong Kong do que noutras partes do mundo. A conclusão é da PriceWaterhouse Coopers. Num relatório sobre crimes económicos agora divulgado, a empresa de auditoria revela que o branqueamento de capitais acontece nas duas regiões com uma taxa acima da média global.

 

Segundo os resultados de um inquérito, 37 por cento das empresas de Macau e Hong Kong, sobretudo bancos e casinos, tiveram problemas de lavagem de dinheiro nos últimos dois anos. Trata-se de um valor acima da média global de 11 por cento, número partilhado também no resto da região Ásia-Pacífico que no caso concreto de Singapura desce para 5 por cento e na China para 4 por cento.

 

Apesar das empresas de Macau e Hong Kong apresentarem das taxas mais elevadas, o documento mostra algum optimismo indicando que apenas 15 por cento dos executivos de sociedades das duas regiões acreditam que vão ser afectados pela lavagem de dinheiro nos próximos dois anos.

 

Desde que o estudo começou a ser feito, em 2001, esta é a primeira vez que a PriceWaterhouse Coopers olha com profundidade para o branqueamento de capitais em Macau e Hong Kong.

 

No inquérito participaram altos quadros de 116 empresas dos dois territórios, metade das quais listadas em bolsa, com 64 por cento a representarem organizações com mais de mil funcionários.

 

De acordo com John Donker, da PriceWaterhouse Coopers, citado pelo jornal South China Morning Post, “a concentração de serviços financeiros em Hong Kong e do jogo em Macau conduz à dimensão da lavagem de dinheiro nos mercados locais”.

 

O relatório destaca, ainda, outros crimes económicos. Dos que responderam ao inquérito, 37 por cento disseram ter sido alvo de “crimes informáticos”, que para 7 por cento implicaram perdas superiores a um milhão de dólares americanos.

 

No estudo pode ler-se, ainda, que os participantes das duas regiões dizem que apenas 5 por cento dos crimes económicos são detectados por mecanismos de análise de dados e transacções suspeitas. A PriceWaterhouse Coopers sugere, por isso, que Macau e Hong Kong ponderem reforçar a análise de dados como uma técnica para descobrir casos de fraude económica.