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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 03/03/2014

Em grande destaque nos jornais locais e de Hong Kong está hoje o massacre na estação ferroviária de Kunming, na província de Yunnan. Nos diários de Macau está ainda em foco a manifestação dos funcionários do sector do jogo que exigem garantias no papel de que não serão contratados trabalhadores não residentes para os lugares de croupiers.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

Em manchete, o Va Kio lembra que entram hoje em vigor a lei de terras e a lei do planeamento urbanístico. O jornal destaca algumas das mudanças mais importantes trazidas por estes diplomas.

 

O Jornal Ou Mun realça o massacre na província de Yunnan, com o título: “autoridades atribuem massacre a separatistas de Xinjiang”. Um ataque com facas numa estação ferroviária de Kunming deixou 29 mortos e pelo menos 130 feridos. Este diário publica mesmo uma fotografia de alguns corpos alinhados no chão da estação de Kunming.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi também foca o massacre de Kunming. Outra notícia que está a ser divulgada, esta manhã, relaciona-se com as manifestações de ontem em Macau, contra a contratação de trabalhadores não residentes para o posto de croupier. Diz o canal chinês da Rádio Macau que os organizadores contaram 3 mil manifestantes, enquanto as autoridades falam em mil e 300.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Ias ajuda...mas pouco!”, é a manchete escolhida hoje pelo Jornal Tribuna de Macau, a propósito da Associação para o Desenvolvimento Infantil que continua em dificuldades. Nesta edição, é ainda publicada uma entrevista à deputada Lei Cheng I, que afirma: “propriedade do jogo tem muito impacto nos jovens de Macau”.

 

O Hoje Macau escreve “contra-senso” a letras grandes - Governo paga mestrado em Administração Pública em mandarim. O diário refere que uns pedem bilinguismo, mas José Chu “aposta apenas no chinês”. “E não o de Macau mas o do continente”. Na primeira, destaque ainda para a manifestação de funcionários do jogo contra “repressão e políticas governamentais”.

 

O Ponto Final coloca em grande plano Li Gang que “condena ataques de Kunming”. O director do Gabinete de Ligação afirma que vão ser tomadas medidas “vigorosas” contra o terrorismo no país. Noutro título lê-se: “Associações aceitam aumentos”. As duas principais organizações de representação dos funcionários públicos não contestam a proposta de nova actualização salarial de 5,71 por cento, que deverá entrar em vigor em Maio. Pereira Coutinho é a voz discordante, por o aumento ser abaixo da inflação prevista para este ano, de 6,15 por cento.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Atentado de Kunming aumenta preocupações sobre segurança”, é o título do Business Daily. Um académico ouvido pelo diário económico acredita que o incidente pode interferir com as medidas de segurança em Macau. No sábado, um ataque com facas dentro de estação de comboios em Kunming causou pelo menos 29 mortos e 140 feridos. Sublinha o matutino que a China “entrou para o grupo de países marcados pelo terrorismo interno”.

 

O mesmo tema está em foco no Macau Daily Times, com a manchete: “separatistas de Xinjiang culpados pelo ataque com facas que fez 33 mortos”.  Noutro destaque de primeira página, o jornal diz que “académicos lusófonos vão reunir-se no campus da Ilha da Montanha” – este ano, o encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa vai acontecer já nas novas instalações da Universidade de Macau.

 

No Macau Post lê-se que “manifestantes exigem garantias contra não residentes nos postos de croupiers”. Os trabalhadores dos casinos continuam a insistir numa garantia formal, apesar das promessas do Governo de que não vai ser permitida a contratação de trabalhadores do exterior para os lugares de croupiers. Noutro título, o matutino dá conta da morte de uma mulher de 40 anos, atropelada perto do Kiang Wu. A condutora, de 24 anos, entrou numa rua em sentido contrário e atropelou a vítima enquanto fazia marcha-a-trás.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

“Caça ao homem depois de ataque terrorista”, escreve o China Daily. Alguns dos alegados atacantes ainda estão a monte, mas as autoridades mataram a tiro quatro no local e uma mulher foi capturada. O ataque em Kunming deixou pelo menos 29 mortos e 130 feridos.

Sobre o mesmo tema, o South China Morning Post escreve que “separatistas culpados pela violência na estação ferroviária”. As autoridades de Kunming acreditam que o ataque foi planeado por separatistas de Xinjiang. Na fotografia, o South China destaca a manifestação em Hong Kong a favor da liberdade de imprensa e de condenação do ataque que vitimou o ex-editor-chefe do jornal Ming Pao.

O Standard publica também uma fotografia da manifestação que juntou milhares, “contra o brutal ataque” a Kevin Lau. Treze mil pessoas tomaram as ruas, carregando um cartaz gigante onde se lia: “não nos podem matar a todos”.