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Coutinho: proposta de aumento não responde ao custo de vida
Sexta, 28/02/2014

Pereira Coutinho diz que o aumento salarial de 5,71 por cento proposto para a função pública não é suficiente. Ouvido pela Rádio Macau, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) entende que o valor não dá resposta ao aumento do custo de vida. “É um aumento que não faz face à carestia de vida em Macau. O grande problema é a habitação - as rendas estão a subir, e as pessoas estão a mudar de casa duas vezes a três vezes por ano. É impossível continuar assim. Para além da habitação, o custo de vida, nomeadamente dos principais bens, também está a subir”, afirma o também deputado.

 

À Rádio, Pereira Coutinho lembra que propôs aumentos, há vários meses, de sete por cento tendo em conta a inflação acumulada e a taxa prevista para este ano.

 

O também deputado fala ainda de aumentos díspares entre funcionários públicos e secretários. “Os secretários vão ter aumentos de 16 por cento, ou seja, 10 por cento, por via da lei especial que deu entrada para a Assembleia Legislativa, e agora mais os 5,71 por cento. É extremamente injusto. Está-se a criar um fosso extremamente alargado entre os trabalhadores da função pública e isto contribui para alargamento do fosso entre os ricos e os pobres. A classe média está a sofrer e está a ser cada vez mais diminuta. Se o Governo não tomar medidas mais eficazes para resolver o problema vamos ter pessoas pessoas a sofrer em Macau”, adianta Pereira Coutinho.

 

O presidente da ATFPM mostra-se ainda contra o facto de os aumentos só terem efeitos partir de Maio. Para Coutinho os aumentos deviam acontecer no início de cada ano.