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Novo Macau pede "processo aberto" para liderança da TDM
Quinta, 27/02/2014

A Associação Novo Macau (ANM) quer que a administração da Teledifusão de Macau seja recrutada num “processo aberto” em que existam vários candidatos. A medida faz parte de uma série de exigências que a a ANM faz tendo por base as práticas recomendadas pela UNESCO para as emissoras públicas.

 

O objectivo, defende Jason Chao, presidente da associação, é que Teledifusão de Macau seja mais transparente.

 

É a partir de 1 de Março que Manuel Pires passa a exercer a tempo inteiro as funções de administrador da TDM. O anúncio foi feito pelo Governo há duas semanas. Agora, a Associação Novo Macau defende que a nova liderança deve ser recrutada num “processo aberto”.

 

De acordo com Jason Chao, “queremos que os executivos e a liderança da TDM sejam recrutados de forma aberta, e que os candidatos enfrentem o público para lhes explicarem o que desejam”.

 

Além de um escrutínio público, a Novo Macau quer que os candidatos enfrentem também os funcionários da TDM e os jornalistas que trabalhem nos restantes meios de comunicação locais.

 

Mas para assegurar que no serviço público de rádio e televisão exista liberdade de imprensa e independência, Jason Chao defende que as expressões passem a estar consagradas nos estatutos da empresa, em letra de lei, juntamente com o “profissionalismo” e “responsabilização”: “Queremos que os estatutos da TDM sejam transformados em lei, o que vai garantir que o serviço da emissora vai ao encontro dos interesses do público e da liberdade de imprensa.”

 

Outra medida proposta pela Novo Macau é a realização de audiências públicas anuais com os funcionários da TDM, representantes dos “media” de Macau e com a população em geral.

 

Já quanto às recentes cartas anónimas dando conta de atropelos à liberdade de imprensa, Jason Chao pede que seja evitada qualquer forma de censura nas redacções da TDM e que a empresa responda de forma aberta às acusações das três missivas, investigue as queixas e substitua os responsáveis por práticas de auto-censura e de violação da liberdade de imprensa.