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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 25/02/2014

Os jornais do território trazem hoje temas para todos os gostos: do jogo à televisão pública, passando pelos planos da CEM e os autocarros que levam os turistas aos casinos. Em Hong Kong, a falta de protecção dos trabalhadores não residentes voltou a ser um assunto em debate.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dá grande destaque ao encontro entre o Chefe do Executivo e a nova direcção da Federação das Associações dos Operários de Macau. Escreve o jornal que Chui Sai On vincou que os cargos de croupiers, supervisor de mesas de jogo e motoristas profissionais não vão ser exercidos por trabalhadores não residentes. Outro tema na primeira página do diário: um jovem de Hong Kong foi detido por alegadamente ter tido relações sexuais com uma menor de 16 anos.

 

O Ou Mun conta que a Companhia de Electricidade de Macau apresentou um pedido para construir oito postos de transformação em bairros antigos – quatro foram aprovados pelo Governo. A CEM quer agora que a Administração emita as licenças para as obras o mais rapidamente possível. Ainda a energia eléctrica: nos últimos dez anos, o consumo aumentou 110 por cento. O jornal reserva também espaço na capa para uma notícia acerca de um seminário sobre segurança alimentar: estiveram presentes mais de cem pessoas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi tem estado esta manhã a dar conta da pretensão da deputada Ella Lei, que quer a proibição completa do consumo de tabaco dentro dos casinos. Nesse sentido, a deputada apresentou à Assembleia Legislativa uma proposta de debate.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Mais um ataque das rendas às indústrias criativas”, lê-se hoje no Jornal Tribuna de Macau, que avança que a loja da “Macau Creations vai encerrar junto às Ruínas de São Paulo”. Em foco ainda a deslocação do Presidente da República Portuguesa ao Oriente: “China e RAEM recebem Cavaco em Maio”.

 

“Bus non stop”, escreve o Hoje Macau nas gordas, acerca dos “shuttle bus” que circulam pelas ruas do território. “A maioria não é propriedade dos casinos, mas alugada a agências de turismo”, explica o jornal, que acrescenta que os veículos “andam sem quaisquer exigências ao nível do ambiente” e “ainda por cima não pagam impostos”. Chamada também para a revisão do regime da liberdade condicional: “Governo procura caminho a seguir”.

 

O Ponto Final puxa para manchete um texto sobre o serviço público de televisão em Macau, com o título “O tal canal”. Ainda em foco na capa, “Harvard com terreno para hospital” na Ilha da Montanha.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Os trabalhadores dos casinos vão protestar contra a expansão do jogo”, é a manchete do Business Daily. Está agendada uma manifestação para o próximo domingo: a ideia é exigir que o Governo controle de forma rigorosa o crescimento das mesas de jogo, sobretudo com a construção de novos empreendimentos no Cotai. O diário económico explica ainda, noutro destaque, que a comissão que avalia a remuneração dos funcionários públicos vai encontrar-se em breve para definir novos aumentos, que devem chegar em Maio.

 

O Macau Daily Times refere que “empresários do Reino Unido estão na cidade à procura de oportunidades nas indústrias criativas”. Na fotografia da capa, uma roleta, para um título que dá conta de como os apostadores milionários estão no centro da mais recente luta no sector do jogo.

 

Já o Macau Post Daily escreve hoje em manchete que “Associações estão insatisfeitas com a proposta do Governo de 28 patacas para o salário mínimo”. A Federação das Associações dos Operários de Macau disse que teve esperanças que o salário mínimo para porteiros e pessoal da limpeza fosse fixado nas 30 patacas por hora. Noutro destaque, lê-se ainda que “grupo apela a pequenas empresas para que concorram ao esquema de apoio do Governo”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post dá destaque à falta de mecanismos de protecção das empregadas domésticas estrangeiras. No ano passado, apenas quatro agências de recrutamento perderam as licenças apesar das muitas queixas apresentadas. Noutra chamada de primeira página, a “arma secreta da China contra os lasers norte-americanos: o smog”. É o que diz um investigador do Exército Popular de Libertação, em reacção aos novos equipamentos que os Estados Unidos pretendem instalar na marinha.

 

“Investigadores e ladrões competem por tesouros no mar”, escreve hoje o China Daily em manchete. “Salvar o património nas profundezas não é uma tarefa fácil”, acrescenta o jornal. Outro tema em foco: a eleição do Chefe do Executivo de 2017. Um think-tank do Governo Central defende que Pequim pode recusar-se a nomear o Chefe do Executivo eleito pela população.

 

O Standard ocupa grande parte da primeira página com as reivindicações de uma influente associação dos Novos Territórios, que defende a construção de um mega centro comercial na fronteira com a China Continental. O objectivo é fazer com que haja menos turistas na ilha de Hong Kong e em Tsim Sha Tsui, e ajudar a acabar com os sentimentos antichineses.