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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 24/02/2014

A falta de condições das instalações da Associação para o Desenvolvimento Infantil e o valor acordado entre os parceiros da concertação social para o salário mínimo são alguns dos principais temas do dia nos jornais locais. Já em Hong Kong olha-se para a manifestação de ontem em defesa da liberdade de imprensa e para as consequências à alteração ao imposto do selo.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio publica uma reportagem sobre os problemas nas instalações da Associação para o Desenvolvimento Infantil. Há infiltrações no edifício onde a associação trabalha, o que está a afectar o funcionamento dos serviços de apoio. O Instituto de Acção Social já veio dizer que vai ajudar a associação a escolher outro local. Outro tema em foco: a Associação Richmond Fellowship de Macau defende que é necessário reforçar a sensibilização para as doenças do foro psiquiátrico, que afectam cada vez mais jovens.

 

Já o Ou Mun opta por dar destaque aos planos da Macau Water, que pretende investir mais de mil milhões de patacas para construir uma estação de tratamento de água na zona de Seac Pai Van.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi tem estado esta manhã a dar conta de uma interpelação oral do deputado Ng Kuok Cheong, desta feita sobre o planeamento urbanístico. A emissora relata ainda que, noutra carta enviada ao Governo, o deputado Chan Meng Kam pede às autoridades que esclareçam os resultados do controlo de poluição do ar na zona Ka Ho.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Mínimos aquém”, escreve o Ponto Final em manchete, numa referência ao valor acordado entre os parceiros da concertação social para o salário mínimo. “Os patrões alertam para as consequências”, lê-se na capa do jornal. Chamada ainda para uma entrevista à subdirectora da Escola Portuguesa de Macau, Zélia Mieiro, que diz que “Cada vez mais alunos optam por ficar cá”.

 

O Jornal Tribuna de Macau publica hoje uma entrevista ao presidente da Assembleia Legislativa, “Macau respeita os não residentes”, garante Ho Iat Seng. Noutro destaque de primeira página, os problemas nas instalações da Associação para o Desenvolvimento Infantil: “Segurança ‘em risco’ para 40 crianças”.

 

Este é também um tema em foco no Hoje Macau, que escreve “Associação em risco de fechar portas”. Na manchete, o jornal refere que, a partir de agora, as reuniões do Conselho do Planeamento Urbanístico vão ser abertas à população – “Transparentes q.b.”, lê-se nas gordas.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Depois da votação em Hong Kong, os agentes imobiliários dizem que não são necessárias mais medidas de arrefecimento”, é a manchete do Macau Daily Times, que foi recolher as reacções à alteração da lei do imposto do selo na região vizinha. Em destaque fotográfico está um “ringue de ouro” – combates de boxe no Venetian resultaram em oito vitórias por K.O..

 

Na manchete do Macau Post Daily lê-se que “direitos dos animais despertaram emoções” no programa Fórum Macau: oradores convidados e audiência demonstraram insatisfação e frustração face à relutância dos deputados em aprovarem o projecto de lei na Assembleia Legislativa. Os intervenientes disseram ainda que não deve ser desperdiçado tempo e pediram ao Governo que proteja os animais. Espaço ainda para a actualidade internacional: aliados de YanuKovich tentam saída dramática da Ucrânia.

 

O Business Daily destaca o salário mínimo, que deve ser fixado em 28 patacas por hora. O Governo vai, em breve, elaborar a legislação que determina o pagamento mínimo de 28 patacas por hora para empregadas de limpeza e pessoal da segurança. Noutro título, lê-se que “todos concordam com contribuição mensal de 90 patacas para a segurança social”. O diário económico dá ainda honras de primeira página a uma entrevista ao presidente da Companhia de Electricidade de Macau, que afirma que a empresa está entre as melhores eléctricas do mundo.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post puxa para manchete as declarações do arquitecto da reforma demográfica de Singapura. Paul Cheung sugere que Hong Kong aproveite a mão-de-obra do Continente para contornar o problema da falta de recursos humanos, à semelhança do que faz a cidade-Estado, que recorre aos trabalhadores da Malásia. Na fotolegenda da primeira página, uma imagem da manifestação realizada ontem em Hong Kong: “Jornalistas protagonizam marcha em defesa da liberdade de imprensa”.

 

O China Daily anuncia que vão ser introduzidas medidas adicionais de segurança nos principais hospitais da China para evitar ataques contra o pessoal médico. No destaque com imagem, a situação na Ucrânia: o jornal oficial não publica uma fotografia dos confrontos, mas sim uma de pessoas a fazerem uma vigília na Praça da Independência, para o título “Tempo de mudança”.

 

O Standard fez as contas às consequências para os advogados das novas regras para o imposto do selo: depois de publicada a alteração à lei, têm 30 dias para pagar ao Governo o dinheiro retido neste tipo de contribuição fiscal. Ao todo, são 4,3 mil milhões de dólares de Hong Kong. Chamada ainda na primeira página para a manifestação na cidade vizinha em defesa da liberdade de imprensa.