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Ho Iat Seng: "AL não pode obrigar deputados a aprender"
Segunda, 24/02/2014

O presidente Ho Iat Seng diz que a Assembleia Legislativa (AL) “não pode obrigar os deputados a aprender”. Em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau, o líder do hemiciclo afirma ainda que os deputados deviam preparar melhor os projectos de lei que submetem ao plenário. Quatro meses depois de ter assumido a presidência da AL, Ho Iat Seng reconhece que Macau vai continuar a caminhar para a democracia e também afirma que a sociedade respeita os trabalhadores não residentes.

 

É a primeira grande entrevista de Ho Iat Seng desde que ocupou a cadeira de presidente da AL. Ao Jornal Tribuna de Macau, o líder do hemiciclo começa por dizer que a Assembleia “não pode obrigar os deputados a aprender”. O presidente entende que cada um deve querer, por si próprio, alargar os conhecimentos, afastando a ideia “de ser criado um mecanismo de formação”.

 

Por outro lado, Ho Iat Seng considera que os deputados devem fazer auscultações antes de apresentarem um projecto de lei, sob pena de estes acabarem desadequados “à situação real e necessidades da população”. O responsável dá o exemplo do projecto de lei das rendas. Reconhecendo que a intenção do colega Pereira Coutinho foi “boa”, o deputado eleito pela via indirecta exemplifica que o documento fixava apenas limites ao aumento, ficando de fora a diminuição das rendas.

 

Já avaliando os projectos de lei que são apresentados duas vezes, Ho Iat Seng afirma que se o segundo for igual ao primeiro, “os deputados vão rejeitá-lo por ser um desrespeito pela Assembleia”. O mesmo acontece com Governo, quando apresenta propostas de lei, ressalva Ho Iat Seng, negando existir um tratamento diferenciado.

 

Nesta entrevista ao JTM, o deputado aborda ainda a questão do sufrágio universal para o Chefe do Executivo. O presidente da AL não rejeita o cenário no futuro, mas sublinha a necessidade de “respeito pelas bases legais e pelo consenso”. Para Ho Iat Seng é necessário levar a Democracia “para a frente”, ao ritmo do “consenso” social e tendo em conta a experiência de Hong Kong.

 

No final, Ho Iat Seng compara outra vez as duas regiões, para mostrar que “Macau é uma cidade que respeita os não residentes”. Em geral, afirma o líder da AL, “a população tende e sabe respeitar as pessoas”.