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Caso Raymond Tam: testemunha tinha cópias de documentos
Sexta, 21/02/2014

Na sessão desta manhã do julgamento de  Raymond Tam, presidente suspenso do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e outros três arguidos foi ouvida a testemunha Fong Chiu Lai que trabalha nos Serviços de Ambiente e Licenciamento (SAL) desde 2009. No ano em que ingressou neste serviço diz ter visto caixas com dossiers que tinham uma etiqueta que dizia “sepulturas perpétuas”. A testemunha acha que naquela altura viu os documentos, mas, hoje, não sabe precisar o que continham. As caixas estavam, explicou a testemunha ao Ministério Público, junto ao gabinete do chefe dos SAL, Fong Vai Seng.

 

Já em Agosto de 2010, a testemunha viria a participar na procura dos documentos sobre as dez campas, a pedido do chefe directo, Siu Kok Kun. Nessa altura encontraram “parte dos documentos”. Mas Fong Chiu Lai diz não saber se viriam a encontrar mais documentos, uma vez que ela tirou uma semana de férias e quando regressou não teve curiosidade de perguntar mais sobre o assunto.

 

Ainda à assistente, Paulina Alves dos Santos, a testemunha afirmou só ter sabido da procura de documentos em Agosto de 2010, quando lhe foi solicitada ajuda. Mais tarde à defesa, Fong Chiu Lai dizia que em Maio soube, através dos colegas, que andavam à procura dos documentos.

 

Ainda em Maio, a testemunha, afirmou na inquirição da defesa, que a secretária de Ng Peng In esteve na Barra, segundo ainda os colegas, à procura de documentos. O Ministério Público quis saber mais esta visita, ao que testemunha diz lembrar-se de ter visto a secretária mas foi na rua. Lembra-se do dia porque participaram numa actividade de plantação de árvores.

 

Ainda na inquirição da defesa, Fong Chiu Lai afirmou ainda que Siu Kok Kun pediu, em Agosto, que a prioridade fosse a procura dos documentos, e que  parassem o restante trabalho.

 

A testemunha confirmou ainda que havia documentos espalhados por vários edifícios.

 

Esta sexta-feira foi ainda ouvido, José Augusto de Assis, que em 2010 era chefe funcional, destacado para o Cemitério de S. Miguel Arcanjo. Aí, conta, havia espaço para arquivar alguns documentos e tinha cópias dos requerimentos das campas. José Augusto de Assis revelou, ao advogado Álvaro Rodrigues, que informou o Ministério Público desses factos, mas garante que nunca lhe pediram os documentos.

 

José Augusto de Assis vai continuar a ser ouvido na próxima sexta-feira, dia 28 de Fevereiro.