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Câmara de Comércio Africana arranca no próximo sábado
Quinta, 20/02/2014

Macau tem, a partir do próximo sábado, uma Câmara de Comércio Africana. A estrutura foi criada no ano passado, mas só agora arranca oficialmente. Captar investimento chinês para África e ajudar os empresários africanos a entrar nos mercados de Macau e da China é o grande objectivo deste grupo de países.

 

Para já, são só seis países, mas têm como ambição criar elos e facilitar a comunicação entre Macau e mais de 50 nações. Empresários de Nigéria, Angola, Togo, Guiné Conacri, Cabo Verde e São Tomé juntaram-se para complementarem o trabalho dos consulados dos respectivos países, e para que Macau vá além da lusofonia africana.

 

 “A ideia apareceu porque, como todos sabem, existe o Fórum Macau, que se dedica aos países de língua portuguesa. Percebemos que as relações mais próximas de Macau com África são com os países de língua portuguesa”, aponta o nigeriano Francis Nwachukwu, presidente da Câmara de Comércio. Apesar de procurar reforçar as relações empresariais bilaterais, o responsável admite que o grande objectivo é captar investimento chinês para África. Não há país nenhum que feche a porta a negócios chineses, admite o cônsul de Angola, Pedro Feijó Sobrinho. Angola desempenha o papel de anfitrião nesta câmara – é a única representação diplomática dos países que integram a associação com residência em Macau.

 

“O fundamental é a Câmara servir de intermediário entre os diversos empresários, tanto os deste lado como os de África, no sentido de encontrarem negócios e áreas de investimento, encontrarem sectores para investirem. Vamos fazer aquilo que precisamos que se faça: o fornecimento de serviços aos empresários”, resume Feijó Sobrinho.

 

Para aproximar empresários com culturas e formas de operar muito diferentes, a Câmara de Comércio Africana vai avançar com diferentes actividades, sendo que a primeira deles consiste em acções de formação sobre como fazer negócios na China e em África.