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Shenzhen quer aproveitar laços lusófonos de Macau
Quinta, 20/02/2014

Shenzhen está muito interessada em utilizar Macau para chegar aos países do espaço lusófono. A ideia foi hoje deixada durante a reunião de cooperação anual entre as duas cidades. Além das áreas clássicas para uma relação mais próxima, Shenzhen quer trazer até Macau inovação na protecção ambiental.

 

Apesar de Shenzhen ter como vizinha a grande metrópole Hong Kong, mas as cidades, há um papel que só Macau pode desempenhar, considera o responsável pelo município de Shenzhen. “A importância de Macau não se pode avaliar só pela envergadura do mercado, porque o papel que desempenha – a plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa – é insubstituível, nem que sejam outras cidades maiores. Por isso, Macau tem uma importância bastante singular”, considera Xu Qin.

 

O presidente do município chinês olha para o mercado lusófono e encontra produtos que a cidade portuária procura; já a indústria de Shenzhen pode interessar aos países de língua portuguesa com quem Macau tem uma relação privilegiada. Francis Tam, secretário para a economia e Finanças da RAEM, promete envolver Shenzhen quando os três centros estratégicos com a lusofonia entrarem em operações – entre eles, vai ser criado um de distribuição de produtos alimentares.

 

Já na relação directa com Macau, desde que o território e Shenzhen começaram a estreitar laços que tem havido um reforço nas trocas económicas, em áreas como o comércio e o turismo. Xu Qin entende que há agora espaço para se avançar com outros projectos: “Os carros eléctricos já são utilizados em Shenzhen – mais de seis mil estão a percorrer as vias públicas. Como nós temos já uma maturidade na implementação de carros eléctricos para protecção ambiental, iremos também tentar estudar esta possibilidade de implementar a indústria em Macau.”  

 

A reunião anual entre as autoridades das duas cidades terminou com a assinatura de acordos nas áreas do comércio, economia e turismo.