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Lisboa: Escola Portuguesa de Macau fica onde está
Terça, 18/02/2014

A Escola Portuguesa vai manter-se nas actuais instalações, na Avenida do Infante D. Henrique, apurou a Rádio Macau em Lisboa. A decisão deve ser comunicada ao Governo de Macau antes da visita do Presidente português à China e a Macau. Cavaco Silva deve regressar ao Oriente em Maio.

 

Os novos estatutos da Fundação Escola Portuguesa estão também concluídos. O Estado português e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) vão passar a ser os únicos associados da Fundação da Escola Portuguesa de Macau.

 

Depois de muitos anos de impasse e de várias soluções para a localização do estabelecimento de ensino, Portugal já decidiu que a Escola Portuguesa vai manter-se nas actuais instalações. A decisão ainda não foi comunicada oficialmente a Macau, mas as fontes contactadas pela Rádio Macau em Lisboa garantem que deve ser assinado em breve um despacho conjunto do ministro dos Negócios Estrangeiros e do ministro da Educação.

 

No decorrer da visita a Lisboa do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, em finais de Setembro do ano passado, Nuno Crato, ministro da Educação do Governo português, comprometeu-se a comunicar até ao final de 2013 uma decisão sobre o futuro da Escola Portuguesa.

 

O Executivo de Macau, através de Cheong U, garantiu total apoio à deliberação final de Portugal, ou seja, apoio total à manutenção da escola nas actuais instalações ou à construção de um novo estabelecimento de ensino no antigo edifício do Hotel Estoril, na zona do Tap Seac.

 

Lisboa terá optado por manter o estabelecimento de ensino no local onde sempre funcionou, até porque esse parece ser agora o cenário mais consensual em Macau.

 

Ainda de acordo com as fontes contactadas em Lisboa, Portugal quer que o dossier Escola Portuguesa fique encerrado antes da visita do Presidente português à China e a Macau, uma deslocação que deve acontecer em Maio. É esta a data que está a ser negociada com as autoridades chinesas para que Cavaco Silva regresse, 20 anos depois, ao Oriente. O político português que assinou a Declaração Conjunta e que durante anos acompanhou, enquanto primeiro-ministro, as negociações com Pequim sobre o território, não quer deixar o Palácio de Belém sem regressar à China e a Macau.

 

Ainda em relação à Escola Portuguesa, a Rádio Macau sabe também que os novos estatutos da Fundação Escola Portuguesa estão praticamente concluídos. Concretizada a saída da Fundação Oriente, o Estado português e a APIM vão passar a ser os únicos associados da Fundação da Escola Portuguesa. O Governo de Chui Sai On, através da Fundação Macau, vai continuar a apoiar financeiramente o estabelecimento de ensino, como já está a acontecer. No último ano, o apoio do Executivo de Macau foi de 8,9 milhões de patacas.