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Indústrias culturais: Fundo deve funcionar este ano
Quinta, 13/02/2014

O Fundo das Indústrias Culturais, no valor de 200 milhões de patacas, deve entrar em funcionamento no segundo semestre deste ano. É essa, pelo menos, a expectativa do Conselho para as Indústrias Culturais, que esteve hoje reunido.

 

O primeiro encontro deste ano serviu para analisar vários relatórios. De todos eles, destaque para o trabalho levado a cabo pelos responsáveis pelo Fundo das Indústrias Culturais, que apresentaram as linhas mestras para a atribuição da ajuda financeira a quem quer criar um negócio nesta área. O dinheiro a ser atribuído deve ser encarado como uma oportunidade de fazer “negócio a sério”, alerta Chui Sai Peng, vice-presidente do Conselho para as Indústrias Culturais.

 

“A indústria que queremos é a da concretização de verdadeiros negócios. Não é quanto é que podemos receber, mas até que ponto conseguimos entrar no mundo dos negócios com a ajuda de um fundo. É uma mensagem muito importante para todos os que estão interessados em candidatar-se”, vinca. “Vai ser um negócio, pelo que [os futuros beneficiados] devem ser cuidadosos no desenvolvimento do plano de negócio e terem a certeza de que é sólido, para que o investimento, os subsídios ou a ajuda do Governo não seja desperdiçada.”  

 

Chui Sai Peng não adiantou detalhes sobre o modo como deverão ser feitas as candidaturas e quais os critérios em discussão para a atribuição de apoio financeiro, mas destaca que em debate esteve a necessidade de transparência na concessão de subsídios e a posterior fiscalização.

 

A primeira reunião deste ano serviu ainda para debater o quadro de políticas para o desenvolvimento das indústrias culturais. “O Governo tem finalmente uma política definida e a ênfase que se pretende dar, o que vem clarificar a direcção em que devemos avançar. Esse documento é muito útil e julgo que o Governo irá divulgá-lo na devida altura.”

 

Na reunião plenária do Conselho para as Indústrias Culturais foi ainda analisado um relatório sobre recursos humanos, feito a partir dos dados de pessoas com licenciaturas relacionadas com as indústrias culturais. O relatório, explica Chui Sai Peng, vem acabar com o desconhecimento total que havia acerca de quem tem qualificações nesta área.