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Henrique Novais Ferreira é um exemplo, diz Vitor Sereno
Quinta, 13/02/2014

Henrique Novais Ferreira recebeu ontem a medalha da Ordem do Mérito, na residência consular. O engenheiro foi um dos agraciados pelo Presidente da República Portuguesa, no ano passado, por ocasião do 10 de Junho. Henrique Novais Ferreira foi agraciado com o título de comendador da Ordem do Mérito.

 

Ontem, de medalha ao peito, Henrique Novais Ferreira, de 92 anos, olhava para este reconhecimento como uma “uma surpresa, uma honra e uma comoção”.

 

À Rádio Macau confessou que “não estava à espera”. “Nunca espero que reconheçam exactamente o meu trabalho. Trabalho e faço o melhor possível, espero não errar muitas vezes. Algumas vezes errarei, mas a maior parte das vezes esforço-me por ser certo. E fico muito satisfeito, muito feliz por terem reparado num discreto trabalho que vou tendo todos os dias”, afirmou.

 

Henrique Novais Ferreira chegou a Macau em início da década de 90. E hoje não tem dúvidas em afirmar que conheceu duas Macau. “Há dois territórios diferentes. Um deles é o Macau de 1990 e outro é o Macau de 2014. São completamente diferentes, com as suas vantagens e desvantagens. Mas a vida progride e caminha e não a podemos parar. Temos é de nos adaptar a ela, no sentido de corrigir certos inconvenientes que possam surgir nas modificações. Mas 2014 é completamente diferente do Macau antes. É outro”, reconhece Henrique Novais Ferreira.

 

Na entrega da medalha, em nome de Cavaco Silva, o Cônsul de Portugal na RAEM, afirmou que “o engenheiro é indiscutivelmente um exemplo”. Nas palavras de Vítor Sereno “é um cidadão que tem 92 anos no papel mas que tem um coração de leão na casa dos 30”.

 

Na residência consular, foi ainda feita uma homenagem pelos amigos, que pela voz do engenheiro António Azevedo, lembraram o percurso profissional de Henrique Novais Ferreira olhando para esta condecoração como uma forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. “Justa forma de celebrar uma brilhante carreira profissional e académica iniciada na década de 50 e que foi exercida em três continentes. Não podia ser mais carregada se simbolismo, pela ocasião do dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas, em que celebramos como nação a nossa universalidade, homenageamos alguém que corporiza esse mesmo espírito”, marcou António Azevedo.