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Administração portuguesa culpada por problemas no CHCSJ
Sábado, 08/02/2014

Os problemas no Centro Hospitalar Conde de S. Januário começaram com a Administração portuguesa. Esta ideia é defendida pelo presidente da Associação dos Médicos de Língua Portuguesa, Rui Furtado, recordando a saída de mais de uma centena de médicos.

 

“Houve a ideia, em 1999, de que só podiam ficar 50 médicos no hospital, significa que regressaram a Portugal mais de 130 médicos. Não há nada, nem ninguém (...) que resista a uma sangria de três quartos do seu pessoal diferenciado. O grande problema do Centro Hospitalar Conde de São Januário começa, efectivamente, com esta saída abrupta da quantidade enorme de médicos (...) responsabilizo, e muito, a administração portuguesa pelo que aconteceu de mau no Conde de São Januário”, disse o médico.

 

Rui Furtado, que trabalhou no hospital público de 1992 até Novembro passado, afirma ainda que saiu do centro hospitalar sem mágoa. O médico sublinha que tem consciência de que sempre vestiu a camisola e também sabe que ninguém é insubstituível. “Fiz tudo com muito gosto, continuo a gostar muito do hospital. Não tenho mágoa nenhuma, o hospital vai continuar a andar, ninguém é insubstituível. Espero muito sinceramente, porque preciso, como qualquer médico que trabalhe na privada, de ter atrás de mim um hospital com capacidade de dar respostas a casos que não se consiga resolver cá fora”, apontou, no Rádio Macau Entrevista, um programa que foi para o ar ao meio-dia e que repete segunda-feira, às 10h30, podendo também ser ouvido na nossa página na internet.