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Médico denuncia tendência para uma “medicina defensiva”
Sábado, 08/02/2014

O presidente da Associação dos Médicos de Língua Portuguesa diz que existe em Macau uma tendência para a chamada medicina defensiva. Nos serviços de urgência devem trabalhar médicos diferenciados e não médicos indiferenciados ou não diferenciados como sucede em Macau.

 

“A face de um hospital é em grande parte o seu serviço de urgência. Faz todo o sentido, que sejam os médicos diferenciados que estejam no serviço de urgência. O que acontece com os médicos não diferenciados? Eles estão cheios de boa vontade, mas o que é um facto é que eles não estão }a vontade para despachar doentes, eles vêem-nos e põem-nos à espera, depois recorrem muito à medicina defensiva que é pedir exames e mais exames, o que vai atrasando os doentes e, portanto, vão-se acumulando naturalmente”, sustentou Rui Furtado.

 

O médico critica ainda um serviço de urgências do hospital público, com cerca de 100 camas, afirmando que são condições um pouco “desumanas”. “Um serviço de urgência com cem camas, onde não há um corpo clínico permanente, onde as enfermeiras também mudam, onde as condições de estadia dos doentes é má (...) os doentes estão todos ali naqueles cem, e está a acontecer permanentemente, eu penso que, de facto, é um bocado desumano. Mas não faço ideia se funciona ou não”, disse, no Rádio Macau Entrevista, um programa que foi para o ar ao meio-dia e que repete segunda-feira, às 10h30, podendo também ser ouvido na nossa página na internet.