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Política laboral atrapalha futuros projectos no Cotai
Quarta, 05/02/2014

Os seis novos hotéis-casinos que devem abrir portas entre 2015 e 2017 podem vir a enfrentar sérias falhas no número de trabalhadores locais de que necessitam, caso a RAEM mantenha as actuais políticas no sector laboral. A conclusão é do Morgan Stanley Research Asia Pacific. Segundo o estudo do banco, divulgado hoje no jornal Business Daily, os novos empreendimentos vão precisar de mais de 18.500 trabalhadores residentes, mas o mercado local só vai ser capaz de fornecer um quarto desses empregados.

 

A Morgan Stanley estima que a procura total por trabalhadores para os hotéis-casino vai passar das actuais 85 mil pessoas para cerca de 117 mil, a partir do período que vai de 2015 a 2017. Um aumento na ordem dos 38 por cento, sublinha a instituição bancária.

 

Segundo a notícia do jornal Business Daily, a Morgan Stanley Research Asia Pacific vai mais longe e faz as contas à proporção de trabalhadores que devem ser residentes, tendo em conta as actuais políticas para o sector laboral. O diário explica que o banco adoptou um modelo conservador para fazer os cálculos, tendo por base as novas mesas de jogo, onde, à luz das actuais regras, só podem trabalhar croupiers com BIR de Macau.

 

A previsão do Morgan Stanley aponta, assim, para que cada um dos seis grandes projectos de casinos, que vão nascer no Cotai, deva receber apenas 300 mesas do Governo. Um número que, segundo escreve o jornal, fica abaixo das 500 por casino que as concessionárias já tinham dito esperar obter.

 

O modelo do banco pressupõe que haja sete croupiers por mesa para cobrir todos os turnos e férias, o que significa que, no total, vão ser necessários mais 12.600 croupiers – e, devido às regras em vigor, todos eles terão de ser residentes. A este número soma-se o dos funcionários necessários para desempenharem outras funções não ligadas ao jogo, nos novos empreendimentos. A Morgan Stanley estima que cerca de 30 por cento desses trabalhadores deverão ser locais, o que representa mais de 5.900 pessoas.

 

A instituição prevê, assim, que o sector vá precisar de 18.516 trabalhadores residentes, mas acredita que o mercado laboral de Macau só vai conseguir dar resposta a uma quarto desta procura. O banco acrescenta mesmo que alguns dos novos casinos que vão abrir portas no Cotai poderão ter de funcionar com apenas uma centena de mesas de jogo nos primeiros dois anos de operações.