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“Frustração” no “fim inglório” do Lusitanus
Quinta, 26/12/2013

O Lusitanus deixa hoje a Casa Amarela, junto às Ruínas de São Paulo. Na hora da despedida, a presidente da Casa de Portugal, Amélia António, fala em “frustração” e num “fim inglório” para o projecto que abriu em 2011.

 

“A frustração é mais do que muita porque, de facto, isto foi um projecto que assumimos com muito empenho, depois de termos sido convidados. Este fim é um fim inglório”, afirma a responsável, antes de lembrar que o projecto “causou alguma perturbação no resto do funcionamento da Casa de Portugal”.

 

O Lusitanus está agora à procura de nova morada. Entretanto, a proposta da Casa de Portugal, para que o restaurante e o espaço de exposição de produtos portugueses pudesse ocupar uma das Casas Museu da Taipa, foi chumbada pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), que alega utilizar o edifício.

 

“E não é só o IACM, também os Serviços de Turismo e o Grande Prémio. Portanto, faz-lhes muita falta. É evidente que, nos pratos da balança, estão um espaço que serve, de vez em quando, para armazenar coisas e um projecto com pés e cabeça, uma dinâmica cultural e toda uma vida”, defende Amélia António.

 

A sede da Casa de Portugal vai fazer as vezes do espaço até aqui ocupado pelo Lusitanus, que abandona o local muito por culpa da “especulação imobiliária em Macau que é uma coisa inacreditável”.

 

“É um exagero, uma loucura. As pessoas não têm qualquer tipo de preocupação social, cultural, etc. Não têm. Só interessam os cifrões”, crítica a presidente da Casa de Portugal.

 

A Casa Amarela é propriedade da Future Bright de Chan Chak Mo. Sobre a saída dos diversos projectos culturais do espaço, o deputado disse, em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau, que a empresa “não é uma associação de beneficência”.