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LAG: Política de habitação sem resultados, acusam deputados
Quinta, 05/12/2013

Sem surpresa, vários deputados criticaram hoje as políticas de habitação do Governo. No entender dos membros do hemiciclo, a equipa do secretário para os Transportes e Obras Públicas falhou, uma vez que as medidas para o sector não têm dado resposta às aspirações da população.

 

A área da habitação pública foi uma das matérias a receber pontos negativos por parte dos membros do hemiciclo: por um lado, porque as fracções não chegam para tantos candidatos; por outro, porque são muitos os que não chegam a candidatar-se, por não reunirem as condições necessárias. Ho Ion Sang, por exemplo, duvidou dos números oficiais, enquanto Au Kam San lamentou a falta de transparência dos projectos e da procura de terrenos.

 

Melinda Chan resumiu o sentimento comum a vários deputados: “[A política de habitação] é uma matéria que tem suscitado muita insatisfação da população e nas LAG para o próximo ano não há nenhuma novidade. É muito decepcionante.”

 

Lau Si Io reconheceu alguns problemas na oferta de habitações públicas, mas prometeu tentar acelerar os trabalhos, lembrando que este mês vão ser disponibilizadas mais fracções. O secretário prometeu ainda empenhar-se na recuperação de terrenos para a construção de mais apartamentos.

 

Quanto à alternativa, ou seja, ao mercado privado do imobiliário, muitos deputados lamentaram a falta de medidas para ajudar a classe média. “Fez algum ajustamento às habitações privadas? Fez alguma coisa para que [o mercado imobiliário] tivesse um desenvolvimento saudável? Só vemos é o aumento em flecha do valor das habitações”, criticou Kwan Tsui Hang.

 

Lau Si Io insistiu que as medidas tomadas até agora pelo Governo podem não se reflectir nos preços das casas, mas têm estado a produzir resultados. “Apesar de os preços não conseguirem sofrer grandes alterações, estamos a ver que, em termos quantitativos, já se verificou uma redução das transacções. Em relação às políticas definidas para reduzir as necessidades das pessoas vindas do exterior, estamos a verificar alguns resultados. Por exemplo, recentemente, segundo o número das transacções, a aquisição de imóveis por não residentes já tem vindo a diminuir e, agora, as habitações já são adquiridas por residentes”, argumentou o secretário.

 

Durante o debate ouviram-se várias propostas. Angela Leong pediu casas para os trabalhadores do jogo; outros deputados defenderam habitações para os jovens; outros ainda residências para os idosos; e houve também quem pedisse impostos mais pesados para proprietários de casas devolutas. Lau Si Io prometeu estar atento e estudar algumas das sugestões, mas não se comprometeu com qualquer nova medida para contrariar a escalada dos preços – uma escalada tão grande que até o deputado Chan Iek Lap – que além de deputado é médico – confessou que queria mudar-se para Macau, mas nem ele tem dinheiro para um T3 com mais de vinte anos, na Praia Grande.