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Falta de espaços para jovens preocupa especialistas
Domingo, 10/07/2011
Há falta de espaços saudáveis em Macau para os jovens. O alerta vem do presidente da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), Augusto Nogueira, e do secretário-geral da Caritas, Paul Pun. Ao programa Paralelo 22, ambos se mostram satisfeitos com a proposta do Governo de barrar a entrada nos bares a menores de 16 anos, mas defendem que são precisos espaços alternativos.

“Não há dúvidas de que precisamos de mais alternativas. Alternativas que lhes dêem oportunidades de conviver com diferentes pessoas, em diferentes sítios. O ideal seriam espaços que lhes permitam estar lá até tarde, a conversar, mas não há muita gente interessada em gerir esse tipo de espaços”, afirmou Paul Pun à Rádio Macau, congratulando-se com a intenção manifestada pelo Governo de alargar o horário de funcionamento de alguns centros de jovens até às duas da manhã.

Também Augusto Nogueira lamenta a falta de espaços adequados para os mais novos e lembra que há cada vez mais jovens de 13 e 14 anos a consumirem drogas. “É uma coisa que se tem vindo a arrastar, por um lado devido também à falta de espaços saudáveis para que os jovens possam participar noutras actividades, como fazer desporto, etc. Os jovens acabam por se sentir aborrecidos”, comentou o presidente da ARTM, que defende também um maior controlo nos estabelecimentos nocturnos de diversão.

Augusto Nogueira e Paul Pun falavam este domingo aos microfones do programa Paralelo 22, a propósito da proposta de proibição da entrada de menores de 16 anos nos bares de Macau – uma medida que consta do projecto de regulamento administrativo sobre “as actividades dos hotéis, restaurantes e bares”, em consulta pública até Agosto.