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Influxus: Estudantes em Portugal pelo interculturalismo
Quinta, 12/09/2013

Chama-se Influxus. É uma série de diálogos interculturais que entre 14 e 24 deste mês junta, no Porto, estudantes universitários locais, de Macau e de Pequim para um programa de actividades com artistas e instituições portuguesas, como a Fundação Gulbenkian ou a Fundação Berardo.

 

A ideia é estimular a criatividade e o conhecimento recíproco dos participantes, explica a directora artística da Babel, organizadora destes diálogos, Margarida Saraiva. “Acho que os diálogos interculturais são extremamente profícuos do ponto de vista criativo. Em si, são já uma experiência criativa”, afirma. “Nós aqui somamos a esse potencial uma dimensão propriamente artística. Por isso, o Influxus situa-se entre arte e culturas”, lugar mais indicado para desenvolver um debate sobre questões de identidade pessoal, cultural, ou nacional.

 

Além disso, o projecto estabelece o lugar artístico como ponto privilegiado de entendimento do outro e do mundo contemporâneo. É nesta linha que se integra um dos projectos mais visíveis destes diálogos. A elaboração de cinco curtas sob um tema desconhecido. “Lançamos um tema surpresa e, depois, os participantes têm 72 horas para desenvolver cinco curtas metragens”, explica ainda Margarida Saraiva. “Estão divididos em grupos obrigatoriamente interculturais. Cada um deles, tem estudantes de várias origens e organizados assim fazem as curtas metragens que serão exibidas de forma convencional num auditório e, depois, expostas num museu”. Este é, apenas, um primeiro passo na educação intercultural. A ideia é tornar o Influxus um laboratório permanente em volta da arte contemporânea e da educação artística, em geral.