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Auditoria critica GDI por não estudar ampliações de Pac On
Segunda, 15/07/2013

O Comissariado de Auditoria analisou as obras do Terminal de Pac On e concluíu que o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) não realizou um estudo aprofundado sobre o terminal antes de avançar com a ampliação do espaço.

 

Em apenas quatro anos o Terminal de Pac On passou de uma área de 107,2 mil metros quadrados para 362,9 metros quadrados. Com as alterações passaram de 8 para 16 os lugares de atracagem para embarcações de 400 passageiros. Foram ainda introduzidos três lugares de atracagem para embarcações de 1200 passageiros e um heliporto.

 

Estas alterações, sublinha o Comissariado de Auditoria, não foram sujeitas a um estudo aprofundado por parte do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Nomeadamente, um estudo sobre a evolução do volume de passageiros, colocando assim em grande dúvida a adequação do terminal ampliado à real procura. Isto é, saber se o novo terminal estará sobredimensionado ou subdimensionado.

 

Diz ainda relatório que o GDI não estimou as despesas globais do empreendimento, algo que não só prejudicou a programação financeira e a gestão das despesas da obra, como também impediu que o Governo pudesse dispor de informações sobre o montante aproximado das despesas globais. Informações que poderiam levar o Executivo a tomar as decisões mais correctas com vista à maximização dos benefícios económicos. Com as alterações os custos de execução aumentaram cinco vezes, passando de 583 milhões para 3 mil 284 milhões de patacas. O terminal que devia estar concluído em inícios de 2007 só deverá estar pronto em meados deste ano.

 

O Comissariado de Auditoria salienta ainda que “quando se trata de planear grandes empreendimentos os serviços públicos aparentam não possuir uma noção forte da necessidade de proceder às estimativas das despesas globais”. Refere ainda o relatório que o que se constata nesta obra “é comum nas auditorias realizadas anteriormente”, e elenca o caso do metro ligeiro e do novo campus da Ilha da Montanha.

 

O Comissariado de Auditoria volta por isso apelar aos serviços públicos que “valorizem as experiências anteriores e passem a incluir a realização da estimativa de despesas globais na fase preliminar de um projecto”.

 

O Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em resposta a este relatório diz que “vai estudar e resolver com rigor as deficiências indicadas” e “implementar as rectificações”.