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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (terça-feira)
Terça, 09/07/2013

A atribuição antecipada de fracções de habitação económica do Edifício do Bairro da Ilha Verde marca as primeiras páginas da imprensa de Macau em língua chinesa, enquanto o não reconhecimento da lista de Pedruco à Assembleia Legislativa domina a imprensa em língua portuguesa.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Jornal Va Kio destaca hoje que o Corpo de Polícia de Segurança Pública resolveu um caso de sequestro, em que a vítima foi um homem de Zhuhai, que não conseguiu pagar uma dívida. Dois suspeitos foram detidos, oito estão fugidos.

 

Outra notícia em foco: a partir de hoje, o Instituto de Habitação começa a notificar os agregados familiares seleccionados para que possam visitar as fracções modelo do Edifício do Bairro da Ilha Verde, cujos apartamentos custam entre 780 mil e 1,36 milhões patacas.

 

Mais crime: a Polícia Judiciária investiga a denúncia de uma companhia de telecomunicações local, que alega que as caixas de correio electrónico de 34 clientes foram devassadas por “piratas informáticos”.

 

No Ou Mun, é este caso que faz as honras de manchete. O jornal acrescenta que, de acordo com as primeiras informações, o endereço IP do “hacker” estará localizado em Hong Kong e nos Estados Unidos.

 

Direito de destaque ainda para a notícia de que o Governo começa hoje a atribuição antecipada das 2011 fracções de tipologias T2 e T3 de habitação económica do Edifício do Bairro da Ilha Verde. O Ou Mun escreve que o Governo quer desta forma pagar a “dívida de habitação económica” e, finalmente,  “resolver” a situação dos 2386 agregados familiares da lista de candidatos.

 

Rádio Macau em língua chinesa

 

No canal chinês da Rádio Macau, o destaque da actualidade informativa vai para a taxa de inflação na China que, em Junho, atingiu os 2,7 por cento.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

Na manchete, o Ponto Final escreve: “Assembleia a um terço” – “As eleições para a estão marcadas para 15 de Setembro, mas mais de um terço do elenco da próxima legislatura está já decidido. Os nomes para o sufrágio indirecto são 12, tantos quantas as cadeiras disponíveis. Nas eleições directas, há 20 listas a concorrer. As plataformas de Luiz Pedruco e Hoi Weng Chong foram rejeitadas pela comissão eleitoral.”

 

No outro destaque, o Ponto Final traz “Cooperação nuclear” – “Ng Kuok Cheong sugere que a segurança nuclear seja incluída no Acordo-Quadro de Cooperação Macau-Guangdong. O deputado critica a falta de iniciativa de Macau no controlo ambiental da região, perante um projecto de enriquecimento de urânio planeado para a província vizinha.”

 

“Com um Pedruco no sapato”, lê-se nas parangonas do Hoje Macau. “Apesar da Comissão Eleitoral ter rejeitado a sua candidatura, Luís Pedruco ainda tem tempo para recorrer, segundo a lei, para o Tribunal de Última Instância. E tudo indica que o vai fazer”, diz o Hoje Macau, que apurou ainda que José Luís Estorninho pode voltar a ser mandatário.

 

Mais eleições com o título: “Jason e o programa – Como não interessa, exigimos o impossível e já”.

 

Finalmente, o Jornal Tribuna de Macau destaca no título principal que foram “aprovados 147 candidatos para os 14 lugares da AL”. Outro grande destaque informa que “despesa da Administração não pára de aumentar”, e há ainda espaço para a notícia: “Consumidores locais cada vez menos confiantes”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily diz que o plano de converter edifícios industriais em edifícios residenciais está “frustrado”. “Cada proprietário de cada andar tem que dar o consentimento antes que os edifícios industriais sejam transformados”, algo que o jornal diz ser “uma barreira impossível” de ultrapassar. Os agentes do sector imobiliário pedem que a taxa de aprovação para a conversão seja reduzida de 100 por cento para 80 por cento dos proprietários.

 

Mais imobiliário noutra notícia em foco: fracções ainda em construção fazem preços atingir o nível mais elevado dos últimos dois anos.

 

Ora, o aumento dos preços no sector imobiliário é uma das razões apontadas para a quebra do índice de confiança dos consumidores, que está em destaque na manchete do Macau Post Daily Independent – referência para um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, que coloca a confiança dos consumidores no nível mais baixo dos últimos quatro anos.

 

Na primeira do Macau Post há ainda a notícia de que um porta-voz da Polícia de Segurança Pública diz que o 2.º Comandante da Corporação envolvido no caso das flexões estava de folga quando ordenou o exercício físico num parque de estacionamento.

 

Finalmente, o Macau Daily Times faz a manchete com a notícia de que começou a ser construída uma central nuclear a 90 quilómetros de Macau.

 

Espaço ainda para o título: A medida “terras de Macau para gentes de Macau” pode não ter os resultados pretendidos, avisa um académico.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

No South China Morning Post, o título principal faz-se com a notícia de que o director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Hong Kong está disponível para almoçar com os membros do Conselho Legislativo e “enfrentar todas as questões”.

 

A outra notícia a merecer grande destaque nesta primeira página é relativa ao acidente de sábado no aeroporto de São Francisco, envolvendo um avião sul-coreano proveniente de Xangai: “Vítima mortal pode ter sido atropelada por veículo de socorro”.

 

No jornal The Standard, a primeira página está dominada pelo pedido do organizador do protesto Occupy Central, Benny Tai, para que os estudantes não arrisquem desrespeitar a lei ao participarem no acto de desobediência civil agendado para o próximo ano, como forma de reivindicar reformas políticas.

 

Finalmente, o China Daily, o jornal oficial chinês em língua inglesa, dedica o título principal ao apelo por uma “lei do terror” após ataque – peritos defendem que o crescimento do extremismo religioso em Xinjiang tem que ser combatido.