Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

La Scala: testemunha desconhece pagamentos a Pedro Chiang
Segunda, 01/07/2013

O gerente da Waterleau Macau afirmou, no Tribunal Judicial de Base, desconhecer a transferência de verbas para a Best Choice, empresa administrada por Pedro Chiang. Mas Yan Yuan foi mais uma testemunha do processo La Scala a confirmar que a Best Choice detinha 20 por cento da Waterleau Macau.

 

Na audiência anterior, o director de projectos da belga Waterleau Global, Ronny Gerards, tinha sugerido que Pedro Chiang recebia três por cento dos lucros com os negócios das ETAR, como pagamento por serviços de consultadoria. Esta manhã, Yan Yuan disse não suspeitar que os 20 por cento da Best Choice – uma das empresas geridas pelo ex-secretário Ao Man Long – pudesse ser uma via para o pagamento de subornos.

 

Na inquirição da testemunha, a defesa de Pedro Chiang quis demonstrar em tribunal que era Yan Yuan o consultor da Waterleau Global em Macau. Para sustentar isso mesmo, os advogados perguntaram à testemunha se antes de ser gerente da Waterleau Macau, o director executivo da empresa mãe, Luc Vreins, não tinha pedido o seu apoio para a elaboração das propostas para o concurso de construção da ETAR do Parque Transfronteiriço e para a segunda fase da ETAR de Coloane.

 

Yan Yuan confirmou que esteve envolvido na elaboração das propostas, mas através de um parecer técnico. Já em resposta ao colectivo de juízes, a testemunha afirmou que cabia a Pedro Chiang a consultadoria sobre o mercado local.

 

O advogado João Miguel Barros pediu que o especialista fosse mais específico no que toca ao papel de Pedro Chiang. Yan Yuan respondeu que o empresário de Macau providenciava informação jurídica, apresentava os advogados e assinava procurações. A testemunha acrescentou ainda que Chiang “era patrão sem ser patrão”, sendo “o maior patrão Luc Vriens”.

 

A defesa contestou as afirmações de Yan Yuan sobre as procurações e os advogados, apontando contradições no discurso da testemunha e ideias confusas.

 

Pedro Chiang está acusado de quatro crimes de corrupção passiva e um crime de branqueamento de capitais. Luc Vriens enfrenta as acusações de um crime de corrupção activa e de outro de branqueamento de capitais.