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Congresso americano pede mais atenção aos casinos de Macau
Sexta, 28/06/2013

O Congresso norte-americano entende que o governo dos Estados Unidos não está a fazer o suficiente sobre os riscos de uma eventual lavagem de dinheiro nos casinos das empresas americanas que operam em Macau. É uma das conclusões de uma audição levada a cabo em Washington sobre o maior mercado de jogo do mundo, numa altura em que a Comissão de Revisão sobre Segurança e Economia China-Estados Unidos está a examinar o funcionamento das três concessionárias americanas. Os legisladores dizem-se confusos com a rede complexa por onde se movimenta o dinheiro.

 

Em declarações citadas na edição do Wall Street Journal na Internet, Michael Wessel, membro da Comissão, diz que a rede de relações envolvida no movimento de dinheiro através da indústria do jogo de Macau “é tão complicada que parece uma máquina de Rube Goldberg”, o inventor norte-americano conhecido por construir aparelhos que executam tarefas simples de uma forma extremamente complicada.

 

A Las Vegas Sands, a Wynn e a MGM são o alvo da atenção do Congresso norte-americano. As três empresas norte-americanas com casinos em Macau recusaram prestar declarações ao Wall Street Journal a propósito das suspeitas do Congresso, que , para já, não passam disso mesmo.

 

Jim Talent, um dos membros da Comissão, confessou na audição de quinta-feira que “a verdade é que não fazemos qualquer ideia do que se passa em Macau”.

 

Na audição também prestou depoimento A. G. Burnett, que lidera a entidade reguladora do jogo do Nevada. O responsável diz que “é do senso comum que as salas VIP são controladas há muito tempo pelo crime organizado asiático”, mas diz também que as empresas americanas têm trabalhado no sentido de controlar esse segmento e que a influência dos promotores do jogo, os “junkets”, “está a diminuir”.

 

Sobre as tríades, Burnett declara, ainda, que são conhecidas também por “coisas boas”, já que têm uma “intensa actividade filantrópica”.

 

Já de acordo com a agência Reuters, Burnett falou também sobre os limites que a China impõe aos cidadãos quanto à quantidade de dinheiro que podem trazer para Macau, considerando que a regra de limitar o montante a 20 mil renminbis funciona como um “incentivo para os apostadores chineses lavarem os ganhos nos casinos através das tríades”.

 

Questionado foi, ainda, Daniel Glaser, assessor do Departamento do Tesouro. Dos membros da Comissão ouviu que a Casa Branca deve “fazer do escrutínio ao mercado do jogo de Macau uma prioridade.”