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Testemunha confirma Chiang como parceiro da Waterleau
Quarta, 26/06/2013

O director de projectos da belga Waterleau afirmou em tribunal que Pedro Chiang era accionista da Waterleau Macau e recebia três por cento dos lucros dos negócios das ETAR. Ronny Gerards foi inquirido na parte da tarde do julgamento do quarto processo conexo ao do ex-secretário Ao Man Long.

 

O engenheiro responsável pela ETAR do Parque Transfronteiriço e da segunda fase da ETAR de Coloane garantiu que a Best Choice – offshore de Ao Man Long que era administrada por Pedro Chiang – recebeu dinheiro da Waterleau pelo desenvolvimento das empreitadas.

 

Ronny Gerards explicou que, para participar nos concursos das ETAR, a empresa belga criou uma subsidiária, a Waterleau Macau, que era detida em 80 por cento pela Waterleau Asia e em 20 por cento pela Best Choice. O engenheiro referiu que Pedro Chiang era o parceiro local, necessário para serviços de consultadoria, pelos quais recebia três por cento dos lucros.

 

A defesa de Pedro Chiang contestou o testemunho, com o advogado João Miguel Barros a falar em contradições face a depoimentos anteriores e a perguntar a Gerards se com o conhecimento que Luc Vriens, director-executivo da Waterleau, tinha sobre o mercado de Macau precisaria de um parceiro local.

 

Ronny Gerards respondeu que é normal quando se tem um projecto no estrangeiro trabalhar-se com um parceiro local, que dava indicações sobre os impostos, os métodos de construção e estudos de impacto ambiental, mas a defesa de Pedro Chiang lamentou o facto de o engenheiro estar a ser propositadamente vago.

 

Por seu lado, a defesa de Luc Vrins tentou demonstrar em tribunal que a Waterleau já tinha conseguido negócios em Macau antes de Ao Man Long ser secretário, em 1999, através da empresa Seghers. Além disso, o advogado Pedro Redinha disse perceber “o desespero” de João Miguel Barros, lembrando-o que tem sempre a possibilidade de trazer Pedro Chiang às audiências do julgamento. O comentário mereceu a resposta de João Miguel Barros, que disse que Luc Vriens também vem muitas vezes a Macau, pelo que podia estar sentado no banco dos réus.

 

Pedro Chiang está acusado de quatro crimes de corrupção passiva e um crime de branqueamento de capitais. Luc Vriens enfrenta as acusações de um crime de corrupção activa e de outro de branqueamento de capitais.