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La Scala: defesa de Steven Lo questiona envolvimento da STDM
Terça, 25/06/2013

A defesa do empresário Steven Lo quis demonstrar em tribunal que o facto da Moon Ocean ter apresentado o preço mais alto determinou a escolha para a venda dos terrenos do La Scala. Na tarde de ontem, a audiência do quarto caso conexo ao do ex-secretário Ao Man Long foi dedicada ao procedimento de consulta para a aquisição dos lotes em frente ao Aeroporto, em que participou a STDM. 

 

Duas das testemunhas, ouvidas à tarde no Tribunal Judicial de Base (TJB), admitiram que a escolha da Moon Ocean relacionou-se com o facto de a empresa ter apresentado o valor mais alto na proposta, cerca de 1.300 milhões de dólares de Hong Kong. As testemunhas em causa são Lo Hing Hung, o antigo líder da Jones Lang LaSalle - empresa convidada para o concurso que apresentou a proposta em nome da Moon Ocean - e Deng Jun, o presidente da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM).  

 

O Ministério Público acusa os empresários da Moon Ocean, Steven Lo e Joseph Lau, de um crime de corrupção activa e de outro de branqueamento de capitais. Em causa estará um suborno de 20 milhões de dólares de Hong Kong ao antigo secretário Ao Man Long.  

 

Mas o advogado de defesa de Steven Lo quis mostrar que pelo menos uma das outras duas concorrentes ao concurso pode ter tido informações privilegiadas. Rui Sousa salientou que os accionistas da CAM são também os sócios das cinco sociedades formadas em 2005 para a venda dos terrenos do aeroporto. Entre eles está a empresa local STDM, que não conseguiu comprar um dos terrenos por ajustamento directo tal como outro dos accionistas, o empresário Ng Fok.

 

No decurso da inquirição a Lo Hing Hung, da Jones Lang LaSalle, Rui Sousa disse que a STDM, através de um convite dirigido à internacional Vigers, era uma das empresas convidadas para o procedimento de consulta através do qual se ia escolher a vencedora. Por isso, a defesa de Steven Lo considera que a STDM terá tido informação privilegiadas, pois a empresa era accionista da CAM e aprovou o relatório da avaliação dos terrenos que serviu de base ao concurso.

 

A defesa perguntou ao presidente da CAM o porquê da escolha da Moon Ocean para a venda dos outros cinco terrenos. Deng Jun respondeu que a empresa apresentou o valor mais alto e justo. Durante a inquirição, o responsável também disse que foi o engenheiro Castanheira Lourenço quem decidiu dirigir os convites à Vigers (com STDM), à CB Richard Ellis e à Jones Lang LaSalle.

 

Já o Ministério Público realçou que o prazo entre os convites para a consulta e a entrega das propostas foi curto. As três empresas tiveram apenas 10 dias para encontrar sócios e apresentarem as propostas de candidatura.