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Jorge Menezes: Agressão era para "intimidar e incapacitar"
Sábado, 22/06/2013

A agressão de que o advogado português Jorge Menezes foi vítima não tinha por objectivo matar, mas sim “intimidar” e “incapacitar”. A afirmação é do advogado que, no Rádio Macau Entrevista, recusou que o ataque que sofreu, em Maio, quando estava acompanhado do filho que ia levar à escola, tenha tido por objectivo último matar. “Creio que tinha uma dupla finalidade. Por um lado, intimidar e, por outro, provocar danos que me deixasse incapacitado para o trabalho durante um período longo de tempo”, disse Jorge Menezes.

 

Entrevistado pelo jornalista Gilberto Lopes, o advogado revelou que não recebeu qualquer aviso por parte dos autores da agressão, “nem antes, nem durante, nem depois.” Jorge Menezes confessa: “Eu para ser franco até tenho alguma curiosidade, como é evidente, em saber qual será a causa disto. Muitas vezes as notícias são dadas antes, outras vezes os avisos são dados depois. Neste caso, não recebi nenhum aviso. Não é que espere que eles tenham comportamento cavalheiresco, mas seria mais agradável se me deixassem saber quem é, porque de facto não sei. Se presumem que saibam que eu sei presumem erradamente, porque de facto não sei quem me atacou. Tenho vários processos judiciais, sei que isto está relacionado com a minha actividade profissional. Não tenho qualquer dúvida. Só posso é ter suspeitas em abstracto. Não tenho qualquer indício concreto.”

 

Quanto aos atacantes, que deixaram Jorge Menezes ligeiramente ferido na cabeça e num braço, o advogado contou que “estavam com a cara descoberta, completamente inertes”, e que “não revelavam irritação, raiva , não revelavam sequer agressividade. Estavam como se estivessem a engraxar sapatos, como se estivessem a servir bebidas, a cumprir uma missão de forma robótica, sempre a atacar, atacar, sem parar.”

 

Sobre este episódio sobre o qual as autoridades ainda não identificaram qualquer suspeito, Jorge Menezes acrescenta que “estava a falar com o meu filho agachado, ligeiramente curvado, e endireitei-me de repente e presumo que isso terá alterado o ângulo do impacto. Acertaram na parte de cima da cabeça , segundo sei a parte mais resistente. Isso  permitiu, ainda que tivesse ficado coberto de sangue, que não tivesse caído ao chão em primeiro lugar e tivesse perdido os sentidos em segundo lugar. Se algumas dessas coisas tivesse sucedido as consequências teriam sido mais graves.”

 

Jorge Menezes foi o convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, que pode ser ouvido, na íntegra, na página electrónica da Rádio Macau.