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Caso das campas: Florinda Chan admite avançar para tribunal
Quinta, 20/06/2013

A decisão ainda não está tomada, mas a secretária para a Administração e Justiça reserva-se o direito de avançar judicialmente contra os autores das acusações que enfrentou no Tribunal de Última Instância (TUI), no âmbito de um processo relacionado com o chamado caso das campas.

 

A governante quebrou hoje o silêncio, dois dias depois de o TUI a ter ilibado de todas as acusações de que era alvo. Em conferência de imprensa, na sede do Governo, Florinda Chan explicou que entregou o processo aos advogados.

 

“Se alguém infringiu a lei, obviamente que porei o caso [em tribunal], por isso é que digo que reservo o direito a qualquer participação, mas não há ainda uma decisão”, referiu Florinda Chan, sem nunca nomear Paulina Alves dos Santos, que apresentou a queixa contra a secretária, ou Pereira Coutinho – que levou o caso para a praça pública.

 

A titular da pasta da Administração e Justiça rejeita a ideia de que possa ter saído fragilizada de todo este processo. Pelo contrário, Florinda Chan diz mesmo que sai “mais forte”. Fortalecida ficou também a relação com Fernando Chui Sai On: “A unidade não só com o Chefe do Executivo, mas com toda a equipa governativa, aumentou. Aprendemos, obviamente, com as experiências”, assegura a secretária.

 

Na conferência de imprensa desta tarde, Florinda Chan reconheceu também que viveu momentos difíceis ao longo do processo. A governante sentiu vontade de responder mais cedo às acusações de que era alvo, mas optou por “respeitar o segredo de justiça”.

 

“Sofri um bocado. Durante todo este período, o Governo não podia sair todos os dias para comentar, porque o caso estava a ser investigado pelo Ministério Público, tendo seguido depois para o Tribunal de Última Instância, estando em segredo de justiça. Se estava em segredo de justiça, não podíamos comentar. Se tivesse comentado, parecia que estava a interferir, o que não podia ser. Mesmo sofrendo – foi difícil, confesso –, achei que me devia sobrepor aos meus sentimentos, a vontade de poder responder a tudo, dizer a verdade, mas tinha de respeitar e cumprir a lei”, explicou.