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Raymond Tam suspenso por 90 dias
Terça, 18/06/2013

O presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Raymond Tam, é suspenso por 90 dias por se considerar existirem indícios de infracção aos deveres funcionais no âmbito do chamado caso das campas. O vice-presidente do IACM, Lei Wai Nong, é também suspenso pelo mesmo período.

 

Face à suspensão, o Chefe do Executivo decidiu que Alex Vong, actual presidente do Instituto de Desporto (ID), irá substituir provisoriamente Raymond Tam já a partir desta terça-feira. Uma substituição que leva a que José Tavares assuma interinamente a presidência do Instituto do Desporto. As mudanças foram anunciadas ontem pelo porta-voz do Executivo, Alexis Tam, e surgem na sequência de uma investigação conduzida pelo assessor jurídico da secretaria da Segurança, José Luciano Oliveira, que, ficou a saber-se na conferência de imprensa, vai conduzir o processo disciplinar que os responsáveis do IACM agora enfrentam.

 

O porta-voz Alexis Tam não quis avançar as razões para a suspensão dos dois dirigentes, nem tão pouco revelar pormenores do relatório. “Não posso aqui mencionar isso porque, como disse, no processo de averiguações o instrutor apresentou um relatório ao Chefe do Executivo apontando que no exercício dos seus cargos cometeu infracções. Quais as infracções, não posso aqui dizer porque ainda decorre o processo e talvez dentro de noventa dias, ou muito rápido, podemos já ter essa informação”, afirmou.

 

Alexis Tam preferiu elogiar Alex Vong e justificar a escolha pela experiência em matérias relacionadas com o IACM. “Sabemos que Alex Vong entrou na função pública há muito tempo e o Instituto de Desporto tem acompanhado os assuntos desportivos na RAEM, esteve há muito tempo no IACM, é bilingue, tem uma competência elevada”, sublinhou Alexis Tam.

 

O porta-voz do Chefe do Executivo recusou pronunciar-se sobre os processos judiciais em curso tanto de Raymond Tam como de Florinda Chan. O processo a Raymond Tam é disciplinar, administrativo, independente do processo judicial e de uma futura decisão dos tribunais.

 

Sobre o processo de Florinda Chan, Alexis Tam limitou-se a dizer que não há nenhuma averiguação interna à actuação da secretária para a Administração e Justiça.