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Sequeira Costa no CCM: De Bach a Áureo de Castro
Sábado, 15/06/2013

O pianista Sequeira Costa volta esta noite a Macau, 14 anos depois de ter estado no território, em 1999. Traz um repertório romântico com Bach e Chopin, mas também vai interpretar peças de um compositor português que viveu e morreu em Macau, o padre Áureo de Castro, além de obras de Viana da Motta.

 

“Pediram-me para tocar umas obras de um compositor português e achei por bem relembrar algumas peças inéditas de Viana da Motta, que foi meu mestre até falecer. Também incluí uma peça do padre Áureo de Castro. Tive o privilégio de conhecê-lo cá”, explica. “Vou tocar duas peças de uma lenda [chinesa], um apontamento singular e amigável entre os portugueses e os chineses”, antecipa ainda.

 

A primeira vez que Sequeira Costa actuou em Macau foi em 1952, a convite de Pedro Lobo. À Rádio Macau, o pianista lembrou os almoços faustosos ao som da orquestra privada de Pedro Lobo.

 

“Em todos os almoços, Pedro Lobo tinha a sua orquestra privada que era constituída por cerca de 30 a 40 elementos de vários países, a quem ele pagava ordenados fabulosos porque eles adoravam tocar durante o almoço”, descreve. Pedro Lobo “convidava muitas pessoas amigas e nunca éramos menos de 12 a 15 pessoas para o almoço, que nunca durava menos de duas horas! Falava-se muito, eles fumavam imenso, mas era muito agradável”, recorda.

 

José Sequeira Costa tem 85 anos. Actua esta noite, a partir das 20h, no Centro Cultural de Macau. O pianista foi entrevistado pela Rádio Macau – uma entrevista para ouvir amanhã, no programa Paralelo 22.